Aliados próximos começam a semear a ideia de que Tarcísio de Freitas poderia concorrer à presidência sem o respaldo de Bolsonaro, em um cenário marcado pelo enfraquecimento do apoio popular ao atual presidente. Especula-se que o governador poderia agregar a bandeira do antipetismo sem carregar a rejeição associada ao bolsonarismo, que atualmente conta com apenas 13% de apoio popular. Apesar da lealdade demonstrada anteriormente por Tarcísio a Bolsonaro, pessoas próximas ao governador entendem que ele poderia considerar uma candidatura independente de forma pragmática, baseando-se nos números das pesquisas. O tempo, no entanto, corre contra uma possível candidatura de Tarcísio, com alianças políticas se desfazendo e a necessidade de tomar decisões estratégicas rapidamente. Enquanto o cenário político se transforma, a máquina de campanha de Lula segue em ritmo acelerado, com estrategistas de oposição alertando para propostas populares como a nacionalização da tarifa zero para transporte de ônibus. A possibilidade de oferecer transporte gratuito a todos os brasileiros é vista como uma estratégia eficaz para conquistar eleitores indecisos e aumentar a aprovação de Lula, que atualmente enfrenta uma taxa de rejeição em torno de 53%. Neste contexto, torna-se evidente a necessidade de Tarcísio Freitas definir rapidamente seu posicionamento político e as alianças que pretende firmar para disputar a eleição presidencial.




