Três das principais formas de alianças políticas são coligação, federação e apoio informal, que desempenham um papel significativo nas eleições. Com cerca de sete meses para as eleições, as negociações para formação de chapas estão a todo vapor. A disputa pela presidência, governos estaduais e vagas no Congresso coloca em jogo interesses e estratégias políticas.
Para as Eleições de 2026, 18 dos 27 governadores não podem tentar a reeleição, o que gera um cenário de renovação em vários estados do país. As movimentações políticas visam garantir apoio e sustentação para os candidatos em uma disputa que promete ser acirrada.
No cenário governista, Lula e o PT buscam atrair o apoio de partidos mais centristas, visando neutralidade na disputa presidencial e liberdade na formação de palanques estaduais. Enquanto isso, na oposição, Flávio Bolsonaro e o PL procuram repetir alianças estratégicas que deram suporte ao governo de Jair Bolsonaro.
Algumas alianças políticas podem se dar por meio de coligações, onde os partidos se unem temporariamente para disputar cargos majoritários. Já a federação de partidos é uma união mais ampla e duradoura, que requer formalização e aprovação pela Justiça Eleitoral. Enquanto isso, o apoio informal, embora comum, pode motivar rachas e punições partidárias.
Na prática, os partidos se organizam para somar recursos de campanha e tempo de propaganda eleitoral. A definição de alianças nas eleições não se limita apenas à esfera nacional, mas também envolve acordos regionais para governador, senador e deputados. A eleição do Senado, por exemplo, é considerada central, com 54 das 81 cadeiras em disputa.
O apoio informal, por sua vez, é uma estratégia adotada por alguns políticos, podendo gerar consequências dentro do próprio partido. A infidelidade partidária, caso caracterizada, pode resultar em perda de liderança, espaço em comissões e até expulsão do político. A aliança partidária se dá mais por interesses políticos regionais do que por uma coerência programática.
Com a proximidade das eleições, os partidos continuam suas negociações e articulações para formar as chapas e definir suas estratégias. A busca por apoio e alianças reflete a complexidade do cenário político brasileiro, onde interesses diversos se convergem e se priorizam de acordo com as circunstâncias regionais e nacionais.




