Alistamento Militar Feminino: 27 mil se voluntariam em todo Brasil; inscrições até 30 de junho

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Alistamento militar feminino: 27 mil se voluntariam em todo Brasil; inscrições vão até 30 de junho

Brasília é primeira capital a receber jovens alistadas. Foram 4 mil inscritas no DF, até esta terça-feira (2).

As primeiras mulheres que se alistaram de modo voluntário nas Forças Armadas, dão início à fase de seleção para o Serviço Militar. Brasília é a primeira capital a começar a seleção. No Brasil, 27 mil mulheres já se inscreveram – o alistamento vai até 30 de junho.

Na capital federal, 35 jovens decidiram dar esse passo inédito na defesa nacional e participaram da seletiva, nesta quarta-feira (2). A estudante Laís Ribeiro, 17 anos, chegou ao Centro de Seleção às 6h. Ela conta que ingressar no Exército era um sonho antigo que foi antecipado com a possibilidade do alistamento.

A procura pelo alistamento militar feminino tem sido expressiva desde a abertura do processo, em 1º de janeiro de 2024. Para essa primeira turma, foram disponibilizadas 1,5 mil vagas, distribuídas em 28 municípios de 13 estados, além do Distrito Federal.

As selecionadas serão incorporadas ao Exército Brasileiro em 2026, iniciando o serviço militar como soldados. É a primeira vez na história do Brasil que mulheres participam do alistamento militar.

O alistamento não era uma opção para Valdirene Maria Martins, mãe de Gabriela Martins, de 17 anos. Mas, nesta quarta-feira (2), ela foi apoiar a filha na primeira etapa do processo seletivo.

COMO É A SELEÇÃO?

A seleção geral, etapa fundamental do processo para a incorporação, acontece no Centro de Seleção Permanente das Forças Armadas, localizado no Setor Militar Urbano em Brasília. Nesta fase, os candidatos e candidatas são avaliados em diferentes requisitos. São eles:

– Aptidões físicas
– Aptidão mental
– Aptidão médica

O processo de recrutamento para o Serviço Militar Inicial tanto o obrigatório (para os homens) quanto o voluntário (para mulheres) ocorre em cinco fases:

– Alistamento
– Seleção geral
– Designação
– Seleção complementar
– Incorporação (ou matrícula)

Depois de incorporada, a jovem recruta presta o serviço militar temporário com os mesmos direitos e deveres dos homens também incorporados.

INSCRIÇÕES ABERTAS

O alistamento militar feminino ainda está aberto. As interessadas têm até 30 de junho para se inscrever e participar da seleção. O processo pode ser feito de forma on-line ou presencialmente, em uma Junta de Serviço Militar. Podem se alistar as mulheres que completam 18 anos em 2025 (nascidas em 2007), desde que residam em um dos municípios contemplados com vagas. Para participar, é necessário levar:

– Certidão de nascimento ou prova de naturalização,
– Comprovante de residência,
– Documento oficial com foto.

Todas as candidatas podem acompanhar as etapas do recrutamento pelo sistema digital.

MARCO NA HISTÓRIA DO BRASIL

Embora as mulheres já façam parte do Exército Brasileiro como oficiais e sargentos de carreira e temporários, até o ano passado, elas não podiam se alistar nas Forças Armadas. Contudo, não é a primeira vez que uma mulher se integra ao serviço militar. A primeira mulher a servir à Pátria no Exército foi Maria Quitéria de Jesus, durante o processo de Independência. Maria Quitéria se passou por homem e virou heroína da Independência do Brasil na Bahia. No entanto, por ser mulher, a jovem baiana não poderia servir.

Para se tornar o “Soldado Medeiros” pegou roupas emprestadas e buscou entrosar com colegas de batalha. A baiana conseguiu se destacar e sair vitoriosa de trincheiras. Recebeu condecorações e conquistou o respeito de seus pares.

Após ter o disfarce reconhecido, a heroína escolheu continuar nos combates, a contragosto do pai. Maria Quitéria ganhou o reconhecimento do imperador Dom Pedro I, que escreveu uma carta onde ressaltou a bravura e a importância da participação de Maria Quitéria nos combates na Independência da Bahia.

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