Santos, cidade mais feminina do Brasil de acordo com o Censo de 2022, teve uma baixa adesão de mulheres ao alistamento voluntário no Exército Brasileiro em comparação com o Rio de Janeiro. Proporcionalmente ao número de possíveis candidatas entre 15 e 19 anos, Santos contou com apenas 41 inscrições, o equivalente a 0,36%, enquanto o Rio de Janeiro registrou 4.071 inscrições, uma taxa de 2,2%. Isso significa que a capital fluminense teve seis vezes mais alistamentos do que Santos nesta faixa etária.
Em 2025, em todo o Brasil, foram realizadas 33.721 inscrições para o alistamento no Exército. A maioria dessas inscrições veio do Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. O processo de alistamento foi finalizado em junho de 2025, com um total de 1.465 vagas disponíveis, resultando em uma competição acirrada, com 23 candidatas por vaga.
Apesar de ter a maior proporção de mulheres no país, com 54,6% da população, Santos apresentou um número limitado de jovens aptas ao alistamento voluntário, sendo 11.284 entre 15 e 19 anos. Essa restrição resultou em um baixo número de inscrições proporcionais em comparação com cidades como São Paulo e o Rio de Janeiro.
O Exército Brasileiro em Santos conta com 108 militares mulheres em seu quadro, ocupando diversas funções, como dentista, nutricionista, médica, enfermeira, música e auxiliar de manutenção de aviação. Nos últimos cinco anos, 31 mulheres nascidas em Santos ingressaram na corporação, sendo que 29 delas permanecem na ativa e duas já passaram para a reserva.
Com o decreto que autoriza o alistamento voluntário feminino, a expectativa é que o número de oportunidades cresça, permitindo um maior recrutamento de mulheres nas Forças Armadas. O processo de recrutamento feminino terá início em 2025, destinado às mulheres nascidas em 2007, com a incorporação prevista para 2026. O serviço militar feminino terá uma duração de 12 meses, podendo ser prorrogado até o máximo de oito anos.
As etapas do recrutamento feminino incluem o alistamento, a seleção e a incorporação, respeitando critérios físicos, culturais, psicológicos e morais. As mulheres alistadas terão a oportunidade de desistir do serviço militar antes da incorporação oficial, após a qual estarão sujeitas ao mesmo regramento do serviço masculino. A expectativa é que a presença feminina nas Forças Armadas brasileiras se torne mais expressiva nos próximos anos, com um recrutamento mais amplo e inclusivo.




