Reajustes no frete chegam a 50% após alta do diesel pela guerra no Irã, impactando o transporte rodoviário e o custo final ao consumidor brasileiro.
Um levantamento da associação que representa o setor de transporte de cargas e logística aponta que o frete já registra alta média de cerca de 10%. Com o combustível mais caro, empresas têm repassado os custos para os clientes. O impacto já é sentido em todo o país e, em algumas regiões, pode chegar a 50%.
Como o diesel representa até metade dos custos do transporte, o impacto é direto no frete. Em uma transportadora em Guarulhos, na Grande São Paulo, o valor do frete subiu 12%.
“Tivemos algumas reclamações de clientes dizendo que o preço está muito alto. Mas o mercado está volátil e tudo vem subindo”, afirma Luigi Rosolen, diretor da West Cargo.
A Associação Nacional de Transportes de Cargas e Logística confirma a tendência de aumento.
“Em média, nós podemos dizer que o frete está sendo corrigido na ordem de 10%. Sem dúvida nenhuma, todo o frete tem que ser repassado para o seu que vai colocar na planilha de custo dele”, diz Eduardo Rebuzzi, presidente da NTC&Logística.
O professor de economia do Insper Otto Nogami destaca que o impacto é ampliado pela forte dependência do transporte rodoviário no país.
Para se ter uma ideia, 60% do transporte de cargas é feito por caminhão”, ressalta.




