Alta nas autuações: Piracema 2025/2026 apreende mais de 270 kg de peixe no interior de SP

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Piracema termina com alta nas autuações e mais de 270 kg de peixe apreendidos no
interior de SP

Período da Piracema 2025/2026 terminou no sábado (28), mas pescadores amadores e
profissionais ainda precisam seguir algumas regras, conforme orienta a Polícia
Militar Ambiental de Presidente Prudente (SP).

1 de 3 Pescado apreendido durante a Piracema, no dia 26 de fevereiro, foi doado
ao Lar São Vicente de Paulo, em Dracena (SP) — Foto: Arquivo/Polícia
Ambiental/Divulgação

Pescado apreendido durante a Piracema, no dia 26 de fevereiro, foi doado ao Lar
São Vicente de Paulo, em Dracena (SP) — Foto: Arquivo/Polícia
Ambiental/Divulgação

O período da Piracema 2025/2026 terminou no sábado (28), e as ações de
fiscalização da Polícia Militar Ambiental, com sede em Presidente Prudente (SP), foram encerradas com a apreensão de mais de 270 quilos de pescado e R$ 28.341,46 em multas aplicadas.

O balanço da Operação Piracema, enviado ao DE nesta quarta-feira (4) pela Polícia Ambiental, aponta que a temporada registrou aumento no número de fiscalizações, autos de infração, redes apreendidas e embarcações recolhidas, na comparação entre os períodos de 1º de novembro de 2024 a 28 de fevereiro de 2025 e de 1º de novembro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026.

Em contrapartida, houve redução no volume de peixe apreendido e no valor (R$)
total de multas. Veja na tabela abaixo.

Balanço Operação Piracema

Ano de referência 2024/2025 2025/2026 Autos de infração de Pesca 23 36 Embarcação apreendida 2 6 Redes de Pesca Apreendida (metros) 3.032 10.665 Peixe apreendido (Kg) 501,70 273,14 Valor de Multa Arbitrada R$ 46.316,16 R$ 28.341,46 Horas Navegadas 745 919

Fonte: Seção Operacional/Polícia Ambiental de Presidente Prudente

Em entrevista à TV TEM, o capitão Júlio César Cacciari afirmou que o resultado é fruto da união de esforços entre as equipes policiais, do uso de ferramentas de inteligência, que possibilitam ações mais assertivas com informações qualificadas, e das denúncias da população.

Mesmo com o fim do período reprodutivo dos peixes, pescadores amadores e profissionais ainda devem seguir algumas normas.

> “A pesca se torna liberada para as espécies nativas, mas com diversas regras a
> serem seguidas ainda”, alertou o oficial.

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A partir de agora, aos pescadores amadores licenciados (embarcado ou desembarcado), é permitido:

* Utilizar caniço simples (vara ou bambu);
* Utilizar caniço com carretilha/molinete;
* Utilizar isca natural ou artificial;
* Utilizar linha de mão;
* Utilizar espingarda de mergulho, para a captura de espécies exóticas e alóctones.

No entanto, ainda existem restrições. Assim, é proibido:

* Pesca subaquática com utilização de aparelhos de respiração e iluminação artificial e captura de espécies nativas;
* Pescar em época proibida (exemplo: Piracema — período de reprodução);
* Pescar em locais interditados (exemplo: a menos de 500 metros de saídas de efluentes e esgotos, confluência e desembocadura de rios, lagoas e reservatórios, e a menos de 200 metros de corredeiras e cachoeiras);
* Pescar e transportar peixes com tamanho inferior ao permitido (veja abaixo a tabela com os tamanhos mínimos), sem cabeça, em forma de postas ou filés;
* Pescar com material não permitido (exemplo: redes, tarrafas, espinhel, anzol de galho, joão-bobo etc.);
* Pescar e transportar quantidade superior ao permitido;
* Pescar e transportar peixes constantes na lista oficial de espécies ameaçadas de extinção.

Aqueles que não cumprirem a lei, estão sujeitos a detenção de 1 a 3 anos e multa, além da perda do produto da pesca, embarcações, veículos e apetrechos de pesca.

Ainda conforme o capitão, quem tiver qualquer dúvida sobre pontos de pesca proibidos e permitidos, regras, unidades de conservação ou parques locais pode entrar em contato pelo telefone (18) 3906-9200 ou pelas redes sociais. Denúncias ou reclamações também podem ser realizadas por esses meios.

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