Aluno denuncia ter sido advertido por academia ao usar short considerado inadequado
O aluno advertido por usar um short considerado inadequado em uma academia de Anápolis, a 55 km de Goiânia, disse que a decisão judicial que determinou o pagamento de uma indenização de R$ 20 mil tem caráter educativo. Para Marcus Andrade, de 42 anos, a atitude pode “contribuir para uma sociedade menos homofóbica”.
O DE entrou em contato com a academia e com o representante jurídico do estabelecimento, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem. A decisão em primeira instância cabe recurso.
INDENIZAÇÃO
Na decisão, a Justiça entendeu que não houve problemas na abordagem da academia durante a advertência, já que a conversa foi feita em local reservado e que a exposição midiática posterior foi feita pelo próprio aluno. Apesar disso, apontou que, na nota oficial divulgada pelo estabelecimento após a repercussão do caso, a academia “assumiu o risco de ampliar o debate público”.
Segundo a juíza, o texto da academia não tem caráter explicitamente homofóbico, mas o teor religioso ajudou a reforçar uma percepção pública de reprovação moral.
A indenização de R$ 20 mil por danos morais foi fixada com base na gravidade da conduta considerada ofensiva e discriminatória, na repercussão do caso na vida de Marcus e na capacidade econômica dos envolvidos.
SHORT EM ACADEMIA
No dia 30 de junho, no Jardim Europa, Marcus havia terminado o treino na academia que frequentava. Enquanto esperava que o marido fosse buscá-lo, ele foi abordado por um funcionário da academia, que o conduziu para uma sala.
Em pronunciamento feito à época, o estabelecimento disse que é um “ambiente acolhedor, respeitoso e seguro para todos” e que a roupa do aluno não era apropriada para determinados movimentos de exercícios de musculação.
Você considera justo que alguém seja constrangido por sua forma de vestir enquanto frequenta um espaço público?




