Como foi a volta às aulas nas redes públicas de Goiânia e Aparecida

Máscaras voltam a ser obrigatórias em aeroportos; escolas de Goiás podem retomar medida

Pelo segundo semestre consecutivo, as crianças matriculadas no ensino infantil e fundamental de Goiânia e Aparecida de Goiânia retornaram para colégios e creches nas redes públicas municipais. Agentes de trânsito estiveram em frente a unidades escolares de ambas as cidades para reforçar a importância de seguir as normas e preservar a segurança de pedestres e motoristas.

O primeiro dia de aulas em Goiânia começou com o início da entrega de kits de uniformes que, dependendo da faixa etária, contam com camiseta, calças, tênis, jaqueta, pares de meia e mochila.  O secretário de educação de Goiânia, Wellington Bessa, afirma que os novos kits vão propiciar mais dignidade aos estudantes e suas famílias. 

“Nossa motivação é a de oferecer uma educação transformadora, que dê aos jovens o direito de sonhar, com isonomia e compromisso social”, ressalta. Ainda neste ano, a Prefeitura da capital promete ampliar vagas na Educação Infantil, entregar novas unidades e inaugurar Laboratórios Makers e de Robótica.

Já na segunda mais populosa cidade goiana, uma solenidade com assinatura de ordem de convocação de 50 novos professores marcou a reabertura do semestre.

“Não temos dúvida de que houve prejuízos de aprendizado por conta da pandemia. Nossa responsabilidade daqui pra frente é promover a recomposição do conhecimento, atentando sempre para as nossas diretrizes curriculares”, destacou o secretário de educação de Aparecida de Goiânia, Divino Gustavo.

A orientação das autoridades em ambas as cidades é que todos sigam os protocolos de segurança estabelecidos pelas Secretaria Municipal de Saúde (SMS’s), como o uso de máscaras facultativo e a higienização do ambiente. Há 108 mil estudantes matriculados na capital em 374 unidades de educação – sendo 40 de ensino integral – e em Aparecida são 49 mil crianças nas 115 unidades da  rede municipal de ensino.

🔔Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp

Ponte TO-MA: Agência irá avaliar qualidade da água de rio após queda de ponte

A Agência Nacional de Águas (ANA) anunciou nesta terça-feira, 24, que está avaliando a qualidade da água no Rio Tocantins, na área onde desabou a ponte Juscelino Kubitschek, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Essa medida se justifica devido à informação de que alguns dos caminhões que caíram no rio após a queda da ponte carregavam pesticidas e outros compostos químicos.

O foco das análises está no abastecimento de água a jusante (rio abaixo) a partir do local do acidente. A ANA, em conjunto com a Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão, vai determinar os parâmetros básicos de qualidade da água e coletar amostras para as análises ambulatoriais. O objetivo é detectar os principais princípios ativos dos pesticidas potencialmente lançados na coluna d’água do rio Tocantins.

As notas fiscais dos caminhões envolvidos no desabamento apontam quantidades consideráveis de defensivos agrícolas e ácido sulfúrico na carga dos veículos acidentados. No entanto, ainda não há informações sobre o rompimento efetivo das embalagens, que, em função do acondicionamento da carga, podem ter permanecido intactas.

Devido à natureza tóxica das cargas, no domingo e segunda-feira, 23, não foi possível recorrer ao trabalho dos mergulhadores para as buscas submersas no rio. O Corpo de Bombeiros do Maranhão confirmou nesta terça-feira, 24, a morte de quatro pessoas (três mulheres e um homem) e o desaparecimento, até o momento, de 13 pessoas.

Sala de crise

Na quinta-feira, 26, está prevista a reunião da sala de crise para acompanhamento dos impactos sobre os usos múltiplos da água decorrentes do desabamento da ponte sobre o rio Tocantins. Além da própria ANA, outros órgãos participam da sala de crise, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e o Ministério da Saúde.

O Dnit está com técnicos no local avaliando a situação para descobrir as possíveis causas do acidente. Segundo o órgão, o desabamento foi resultado porque o vão central da ponte cedeu.

Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp