Amazonas: 2º maior explorador de madeira na Amazônia em 2024: dados e desafios. A fiscalização, multas e a necessidade de políticas sustentáveis.

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O estado do Amazonas é o segundo que mais explora madeira na Amazônia, de acordo com um estudo divulgado recentemente. Entre agosto de 2023 e julho de 2024, foram registrados 46,1 mil hectares de floresta explorada para fins madeireiros, colocando o Amazonas em uma posição de destaque no cenário nacional. Os dados foram apresentados por uma rede de instituições, composta pelo ICV, Imaflora e Imazon, e mostram a dimensão do problema no estado.

Essa quantidade de hectares explorados representa 15% de toda a área explorada na Amazônia brasileira, evidenciando a concentração da exploração, tanto legal quanto ilegal, no Amazonas. O município de Lábrea se destaca no ranking nacional de exploração ilegal, com 12,7 mil hectares de floresta explorados sem autorização, o que coloca a região sul do estado em uma posição crítica.

Segundo o diretor de Florestas e Restauração do Imaflora, Leonardo Sobral, os dados revelam a necessidade de políticas mais firmes de governança e fiscalização para combater a ilegalidade no sul do Amazonas. Embora a área total explorada pareça estável, a incidência de exploração ilegal exige uma resposta mais eficaz das autoridades, além de um monitoramento preciso da situação.

É importante destacar que o desmatamento no Amazonas também afeta territórios de povos indígenas, como a Terra Indígena Kaxarari, que teve 2.885 hectares explorados ilegalmente. A falta de fiscalização eficiente e as fragilidades nos mecanismos de controle são apontadas como responsáveis pelo avanço da exploração ilegal em áreas protegidas no estado.

Diante desse cenário preocupante, a pesquisadora do Imazon Camila Damasceno ressalta a importância de compreender esses movimentos para orientar políticas públicas que fortaleçam o manejo florestal sustentável e ampliem a proteção da floresta. Os números do Simex, que identificam os polos de maior pressão sobre a floresta, são fundamentais para direcionar esforços na gestão, fiscalização e apoio à produção legal.

Os impactos da exploração ilegal de madeira na Amazônia são evidentes e requerem uma resposta efetiva por parte das autoridades. A fiscalização tem sido intensificada na região, resultando na aplicação de multas que ultrapassam os R$ 30 milhões por crimes ambientais. É essencial que medidas mais assertivas sejam adotadas para combater a degradação ambiental e proteger as florestas da região.

Em um cenário em que o desmatamento na Amazônia tem aumentado, é crucial fortalecer a gestão florestal e combater a exploração ilegal. A transparência nos dados e a atuação conjunta de órgãos governamentais e da sociedade civil são fundamentais para garantir a preservação da maior floresta tropical do mundo e o bem-estar das comunidades que dependem dela.

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