Mais de 80 ampolas de tirzepatida trazidas ilegalmente do Paraguai são achadas
em perfumes
Três pessoas foram detidas suspeitas de transportar irregularmente medicamentos
para emagrecimento após uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na
BR-280, em Canoinhas, no Norte de Santa Catarina, nesse
domingo (8).
Segundo a PRF, os agentes encontraram 83 ampolas de medicamentos escondidas
dentro de caixas de perfume. Durante a fiscalização, os policiais desconfiaram
do peso das embalagens, que não correspondia ao de perfumes.
Investigação e descoberta
Ao abrirem as caixas, localizaram ampolas de tirzepatida e outras substâncias
usadas em tratamentos estéticos, todas envolvidas em fitas e plástico preto.
De acordo com a polícia, os produtos são de origem paraguaia. O motorista
informou que buscou a carga na fronteira e que pretendia vender os medicamentos
no comércio informal do Planalto Norte catarinense.
O casal que estava com ele disse que apenas ajudava no transporte porque o
condutor estava com a carteira de habilitação vencida.
Detenção e encaminhamentos
Os três foram encaminhados à sede da Polícia Federal (PF) em Joinville. Eles
devem responder pelo crime de falsificação ou alteração de produto destinado a
fins terapêuticos ou medicinais, previsto no Código Penal, com pena que pode
chegar a 15 anos de prisão.
O carro utilizado no transporte também foi apreendido. Como os medicamentos
entraram no país e não passaram por controle aduaneiro, o material será
encaminhado à Receita Federal, para a destruição dos produtos.
Projeto de Lei para distribuição gratuita
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) analisa um Projeto de Lei
(PL) que propõe o fornecimento gratuito do Tirzepatida a pacientes com obesidade grau III. O produto, aplicado por meio de canetas emagrecedoras, é o nome do princípio ativo de medicamentos como o Mounjaro, que
virou febre no país ao ser usado para perda de peso.
O texto foi apresentado em outubro de 2025 e estava em análise na Comissão de
Finanças e Tributação. Na terça-feira (3), um dos parlamentares pediu vistas
sobre o projeto para uma maior análise. Não há previsão para quando ele voltará
a ser reavaliado.




