Ana Paula somou zero na chapa de Wilder, apontam analistas

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A filiação de Ana Paula Rezende ao PL e sua entrada como pré-candidata a vice-governadora na chapa de Wilder Morais pode ter rendido manchetes, mas o impacto nas urnas, segundo especialistas, é próximo de zero. Cientistas políticos ouvidos pelo jornal O Popular avaliam que a herdeira de Iris Rezende não tem capital eleitoral próprio nem grupo político para transferir votos.

O professor da UFG, Guilherme Carvalho, resume: “Impacto eleitoral é quase nenhum. A figura do vice não dá voto, dá palanque. Só que a Ana Paula também não tem palanque e não é uma player eleitoral”. A análise desmonta a estratégia da campanha de oposição, que apostava na força do sobrenome para atrair dissidências do MDB.

Desde que assinou a ficha no PL, Ana Paula tem se esforçado para mostrar engajamento: gravou vídeos com Flávio Bolsonaro, participou do ato “Acorda Brasil” em São Paulo e adotou pautas bolsonaristas. Em carta aberta, tentou atrair aliados históricos do pai, afirmando que o “legado Iris” sempre foi coletivo.

O problema é que o MDB goiano, presidido por Daniel Vilela, segue unido em torno do projeto governista. No último dia 27, Daniel reuniu cerca de 30 lideranças justamente para reforçar o arco de alianças e neutralizar qualquer tentativa de migração.

Na prática, Ana Paula pode até ter ampliado o discurso da chapa, mas, eleitoralmente, o saldo até agora é zero. A campanha de Wilder segue dependendo quase exclusivamente do bolsonarismo raiz e do próprio capital político do senador.

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