A filiação de Ana Paula Rezende, filha do ex-governador e ex-prefeito Iris Rezende (MDB), ao Partido Liberal (PL) provocou uma reação dura de um nome ligado à memória do patriarca. O vereador de Goiânia Fabricio Rosa (PT) afirmou que a decisão representa uma “ruptura com o legado democrático” de Iris.
Em entrevista, Fabricio relembrou que Iris teve o mandato de prefeito de Goiânia cassado pela ditadura militar em 1969, pouco antes de inaugurar obras como o Parque Mutirama. “Mas resistiu ao autoritarismo e construiu sua trajetória pública com forte ligação com o povo, especialmente nas políticas de moradia e nos mutirões”, destacou.
Para o vereador petista, a coerência histórica de Iris sempre foi marcada pelo diálogo com as causas populares e por alianças com o PT em nome da governabilidade. Por isso, ele considera que a ida de sua filha para o partido de Jair Bolsonaro é uma contradição política. “Legado não é apenas sobrenome; é coerência histórica. E coerência se pratica todos os dias”, afirmou.
Fabricio fez questão de frisar que sua análise não é um ataque pessoal a Ana Paula, mas uma leitura política da conjuntura, em defesa dos valores que Iris Rezende representou ao longo de mais de cinco décadas de vida pública em Goiás.




