O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, tem utilizado o calendário como principal estratégia para frear a instalação da CPI do Banco Master. De acordo com a análise política da CNN Brasil, Motta tem dado sinalizações claras de que não pretende fazer avançar o pedido de investigação. Análise é de Clarissa Oliveira, ao Live CNN.
Dois fatores contribuem para a posição confortável do presidente da Câmara nesta questão. O primeiro é a questão da cronologia, frequentemente citada por Motta em conversas nos bastidores e em manifestações públicas. O argumento é que existem outros pedidos de CPI na fila que deveriam ser priorizados antes da investigação sobre o caso Master.
“Hugo tem dado sinalizações claríssimas, não tem a menor intention de fazer avançar a ideia de uma CPI do caso Master”, apontou Clarissa: “Você soma tanto a cronologia, quanto o calendário eleitoral são dois elementos, dois fatores, que acabam contribuindo, dando uma posição mais confortável para o presidente da Câmara fazer esse gesto”.
A justificativa processual e regimental da cronologia, no entanto, é vista como uma estratégia para postergar a instalação da comissão. Como apontado na análise, se o critério cronológico fosse rigorosamente seguido, praticamente nenhuma CPI seria instalada no país, já que muitos pedidos ficam parados por anos antes de qualquer movimento de instalação ou descarte.
Estratégia regimental e proximidade das eleições
Análise e repercussãoConclusão e chamada para reflexão




