Donald Trump abandonou a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, da mesma forma que fez com Jair Bolsonaro, segundo avaliação de William Waack durante o WW Especial. O programa analisou a operação dos Estados Unidos de captura a Nicolás Maduro, ditador da Venezuela. “A gente tem paralelos entre o que Trump fez com a (María Corina) Machado e o que ele fez com Bolsonaro. Ele simplesmente deixou a María Corina Machado ‘pendurada na brocha’, como a gente fala na linguagem popular. Deixou ela sem escada embaixo, ele fez a mesma coisa com o Bolsonaro”, afirmou Waack. Alberto Pfeifer, coordenador do DSI-USP e pesquisador do Insper Agro, afirma que a situação não surpreende, pois a questão, segundo ele, nunca foi sobre democracia, mas sobre interesses estratégicos. “Os Estados Unidos e a União Soviética na Guerra Fria não estavam preocupados com democracia ou não. Estavam preocupados se os governos e regimes eram aliados. Subservientes, se necessário, e não iam de encontro aos seus interesses. E isso está explicitado no documento de estratégia nacional de segurança americana”, avalia Pfeifer. O especialista ressaltou que Trump não tem amigos permanentes, apenas “simpatias ocasionais” e “alinhamentos pontuais” baseados em interesses convergentes. “Bolsonaro poderia ser conveniente no determinado momento em que parecia que ele tinha condições de derrotar um candidato mais proclive à China, que é o caso de Luiz Inácio Lula da Silva, numa competição eleitoral próxima que haverá no Brasil. Não porque é amigo…



