Anatel remove 342 orelhões de Ribeirão Preto, SP: Cidade é uma das últimas a perder os aparelhos no país

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Fim do orelhão: Ribeirão Preto está entre as cidades com mais aparelhos no país
Anatel começa a retirada definitiva dos telefones públicos de todo o país em janeiro, após o fim das concessões de telefonia fixa.
Anatel vai retirar 342 orelhões das ruas de Ribeirão Preto, SP
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Anatel vai retirar 342 orelhões das ruas de Ribeirão Preto, SP

Ribeirão Preto [https://de.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/cidade/ribeirao-preto/] (SP) ainda tem 342 orelhões nas ruas, o que coloca a cidade entre as que possuem o maior número de aparelhos no país, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel [https://de.globo.com/tudo-sobre/anatel/]).

Na última semana, foi anunciado que os telefones públicos serão retirados de vez das ruas do Brasil [https://de.globo.com/tecnologia/noticia/2026/01/20/fim-orelhoes-mapa-cidades.ghtml] a partir deste mês.
Entre os maiores municípios da região, Sertãozinho [https://de.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/cidade/sertaozinho-sp/] (SP) e Barretos [https://de.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/cidade/barretos/] (SP) vêm atrás de Ribeirão, com 66 orelhões cada (veja abaixo tabela).

Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), 38 mil aparelhos permanecem no território nacional. Mais abaixo nesta reportagem, veja quantos orelhões ainda existem na sua cidade.

POR QUE OS ORELHÕES SERÃO DESATIVADOS?
Quase indispensáveis no passado, os orelhões se tornaram praticamente obsoletos com a popularização dos celulares. A retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos.
Com o fim dos contratos, Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefonica deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura de telefones públicos.

A extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais. Em janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados. Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde não há rede de celular disponível. E só até 2028.

O QUE DIZEM AS EMPRESAS
Algar
“A Algar possui um plano para a desativação dos telefones públicos (orelhões), em linha com a nova regulamentação da Anatel e a drástica redução de seu uso pela população – hoje, mais da metade dos aparelhos registra menos de uma chamada por dia. Reconhecendo que os orelhões cumpriram seu papel histórico e que a telefonia móvel e novas tecnologias superaram essa necessidade, a companhia realizará a desativação da estrutura existente com destinação responsável e sustentável do material, além do compromisso de manter em operação os aparelhos que ainda são a única opção de comunicação em certas regiões, até que alternativas tecnológicas sejam disponibilizadas à população local.”

Vivo/Telefonica
“A Vivo informa que a migração do modelo de concessão para o regime de autorização, formalizada pelo Termo de Autorização nº 1/2025 da Anatel, previu obrigações à Vivo de investir em novas tecnologias 4G ou superior e ampliação da presença de infraestrutura de fibra ampliando a digitalização no país.

Dentro desse contexto, encerrou as obrigações relacionadas à expansão e à manutenção dos Telefones de Uso Público (TUPs), conhecidos como orelhões. O novo modelo de atuação permitirá à Vivo direcionar investimentos para tecnologias mais relevantes para a população, como a ampliação da cobertura 4G e 5G em mais de mil municípios nos próximos anos, aumento da capacidade de rede em centenas de localidades e modernização da infraestrutura de fibra.

A empresa manterá até o final de 2028 os TUPs ativos em localidades atendidas exclusivamente pela operadora, garantindo atendimento à população dessas específicas localidades, ainda que seu uso seja praticamente inexistente.

No estado de São Paulo, até dezembro/2025, havia aproximadamente 28 mil unidades em operação, cuja utilização caiu 93% nos últimos cinco anos, evidenciando que os orelhões deixaram de fazer parte da rotina das pessoas. A empresa dará sequência às regras da Anatel, e iniciará a retirada dos aparelhos, ao longo do ano, seguindo um cronograma baseado em critérios operacionais, de segurança e de conformidade regulatória.”

De [https://de.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/] procurou as outras empresas, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Durante décadas, os orelhões foram essenciais para a comunicação dos brasileiros, especialmente entre os anos 1970 e o começo dos anos 2000. Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa. Foi ali, ao ouvir o clássico “chamada a cobrar”, que muita gente esperava ansiosa até cair a ficha — literalmente — para completar a ligação.

O orelhão

No estado de São Paulo, até dezembro/2025, havia aproximadamente 28 mil unidades em operação, cuja utilização caiu 93% nos últimos cinco anos, evidenciando que os orelhões deixaram de fazer parte da rotina das pessoas. A empresa dará sequência às regras da Anatel, e iniciará a retirada dos aparelhos, ao longo do ano, seguindo um cronograma baseado em critérios operacionais, de segurança e de conformidade regulatória.

O orelhão surgiu em 1971 [https://de.globo.com/pop-arte/noticia/2025/12/07/a-inusitada-origem-do-orelhao-que-virou-estrela-em-o-agente-secreto.ghtml], criado pela arquiteta sino-brasileira Chu Ming Silveira. Inicialmente eles tinham outros nomes, como Chu I e Tulipa.

Cabines telefônicas existiam em outros países, mas a criação da arquiteta, enquanto trabalhava em uma companhia telefônica, se tornou icônica pelo seu design, reproduzido em outros países como Peru, Angola, Moçambique e China.

Além de diferente, o formato tinha uma justificativa funcional: a qualidade acústica. O som entrava na cabine e era projetado para fora, diminuindo o ruído na ligação e protegia quem falava do barulho externo.

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