André Mendonça assume o caso Master, acumula poderes e vira peça-chave em ano eleitoral
Ministro do STF foi escolhido para relatoria do caso após saída de Dias Toffoli.
O ministro André Mendonça é o novo relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) e se consolida como uma figura central na política brasileira em um ano decisivo para governo, Congresso e Judiciário, com eleições no radar. Ele é visto como alguém de perfil técnico e que não faz perseguições.
O nome dele foi sorteado no sistema interno do Supremo na noite da última quinta-feira (12) após a saída de Dias Toffoli.
Mendonça acumula poderes porque já estava à frente da investigação no STF que apura fraudes no INSS, um caso que causa preocupações ao PT e ao entorno de Lula, e será vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (STF), em dobradinha com Nunes Marques, que vai comandar a justiça eleitoral. Um termômetro importante é observar as reações dos diferentes setores de Brasília, entre Congresso, STF e Banco Central (BC).
Indicado para o STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ele tem uma relação de gratidão com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que ajudou muito em sua sabatina no Senado, que na época foi muito sofrida, pois o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), então presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), atrasou em cinco meses a vida do agora ministro.
Setores da PF ouvidos pelo blog, do Banco Central e do INSS estão comemorando o nome de Mendonça. O senador Carlos Viana, relator da CPI do INSS, considerou a indicação o que chamou de “ótima notícia”.




