Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveram um aparelho capaz de identificar, em poucos segundos, o tempo gestacional de bebês recém-nascidos. A tecnologia, que deverá ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) nos próximos anos, ajuda médicos a reconhecer prematuros.
O objetivo dos pesquisadores é reduzir a mortalidade, já que bebês prematuros podem ter complicações diversas e necessitar de uma unidade hospitalar mais avançada. A medida é voltada para mulheres que não fizeram o pré-natal, como as de populações indígenas com pouco acesso ao sistema de saúde.
BEBÊ COM MENOS DE 37 SEMANAS É CONSIDERADO PREMATURO
A prematuridade é o nascimento antes de 37 semanas de gestação, quando o bebê ainda não atingiu a maturidade de todos órgãos e, por isso, corre risco de complicações.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, 11% dos bebês nascidos são prematuros.
A criação da tecnologia envolveu médicos, físicos, engenheiros e cientistas da computação. Eles se uniram para criar o leitor de idade gestacional.
Os testes envolveram cinco centros de referência materno infantil no Brasil e um na África. Agora, depende de uma portaria para autorizar o governo federal a utilizar os equipamentos no SUS.
FINANCIAMENTO PÚBLICO NACIONAL E INTERNACIONAL
Segundo a coordenadora da pesquisa, o trabalho contou com financiamento público nacional e internacional e está pronto para ser levado para todo o país, chegando até as áreas mais remotas.
O equipamento já foi utilizado em território indígena, no estado do Amazonas, onde muitas mães não conseguem ter acompanhamento médico ou mesmo informar quando foi o último período menstrual.
A professora Zilma ainda explicou que, mesmo com a existência do aparelho, é essencial manter os cuidados durante a gravidez.
CUIDADOS NA GRAVIDEZ
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