Após 18 meses, Covid-19 deixa de ser maior causa de mortes no Brasil

Média móvel Covid-19

Pela primeira vez desde o início da pandemia, a Covid-19 não é a maior causa de mortes no Brasil. O dado foi divulgado pela UOL após levantamento feito junto á Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen Brasil).

Os números são referentes a registros realizados em cartórios na segunda quinzena de outubro e foram obtidos no portal de transparência da Arpen Brasil.

Entre os dias 16 e 31 do mês passado, o país registrou 3.605 mortes causadas pela Covid-19, número inferior aos óbitos resultantes a Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs), infarto e problemas cardíacos. Nesse período, os números ficaram:

  • AVC – 4.220 óbitos
  • Infarto – 4.176
  • Causas cardíacas inespecíficas – 4.107
  • Covid-19 – 3.605

Essa é a primeira vez desde o fim de abril do ano passado que o coronavírus não é o maior causados de mortes no país.

Desde o início da pandemia, em março do ano passado, foram registradas 600 mil mortes no território brasileiro. No pior momento da pandemia, em abril desse ano, foram mais de quatro mil mortes causadas pela Covid-19 em apenas um dia.

Graças a vacinação, o país vem vivendo um momento de ”estabilidade”. A média móvel de óbitos pelo vírus registrada na última quarta-feira (17) foi de 260.

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Taxa de desemprego entre mulheres foi 45,3% maior que entre homens

A taxa de desemprego entre as mulheres ficou em 7,7% no terceiro trimestre deste ano, acima da média (6,4%) e do índice observado entre os homens (5,3%). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, o índice de desemprego das mulheres foi 45,3% maior que o dos homens no terceiro trimestre do ano. O instituto destaca que a diferença já foi bem maior, chegando a 69,4% no primeiro trimestre de 2012. No início da pandemia (segundo trimestre de 2020), a diferença atingiu o menor patamar (27%).

No segundo trimestre deste ano, as taxas eram de 8,6% para as mulheres, 5,6% para os homens e 6,9% para a média. O rendimento dos homens (R$ 3.459) foi 28,3% superior ao das mulheres (R$ 2.697) no terceiro trimestre deste ano.

A taxa de desemprego entre pretos e pardos superou a dos brancos, de acordo com a pesquisa. A taxa para a população preta ficou em 7,6% e para a parda, 7,3%. Entre os brancos, o desemprego ficou em apenas 5%.

Na comparação com o trimestre anterior, houve queda nas três cores/raças, já que naquele período, as taxas eram de 8,5% para os pretos, 7,8% para os pardos e 5,5% para os brancos.

A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (10,8%) foi maior do que as dos demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 7,2%, mais do que o dobro da verificada para o nível superior completo (3,2%).

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