‘Agradeço pela vida’, diz aposentado atropelado enquanto passeava com cachorro no RS; homem passou por cinco cirurgias
Câmeras de segurança registraram o acidente em Santa Maria. Segundo a polícia, o motorista não tinha Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Cão não se feriu e segue acompanhando o tutor, que se recupera em casa.
O homem de 64 anos que foi atropelado no dia 17 de janeiro em Santa Maria, na Região Central do Rio Grande do Sul, tenta retomar a rotina mais de um mês após o acidente. Alcione Ottonelli Pithan passeava com o cachorro na calçada quando foi atingido por um veículo. Ele sofreu politraumatismo. Veja vídeo acima.
O servidor público aposentado ficou 27 dias internado no Complexo Hospitalar Astrogildo de Azevedo. O caso segue sob investigação. A Polícia Civil vai ouvir a vítima na próxima terça-feira (3).
Enquanto esteve hospitalizado, Pithan passou por cinco cirurgias para reparar articulações e ferimentos na cabeça. Atualmente, ele tem dificuldade para caminhar mesmo usando muleta. O banheiro do apartamento precisou ser adaptado, e familiares ajudam no dia a dia. Quarenta dias após o atropelamento, ele se emociona ao lembrar do que viveu.
Homem atropelado enquanto passeava com cachorro relata sequelas depois do acidente no Rio Grande do Sul. Ele conta que sempre cuidou da casa e da esposa, que teve paralisia infantil, e que agora ele depende de ajuda de outras pessoas para si e para a mulher. O cachorro Tony, de 12 anos, que caminhava com Alcione no momento do acidente, escapou ileso e continua fazendo companhia ao tutor.
O atropelamento aconteceu na Rua Euclides da Cunha, quando Alcione e o cão caminhavam pela calçada e foram atingidos pelas costas. Uma câmera de segurança registrou o impacto. A vítima foi arremessada. Uma testemunha acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O motorista, de 45 anos, não tinha CNH, segundo a polícia. Ele alega ter sofrido mal súbito e não foi autuado em flagrante. A perícia do veículo e o laudo médico de Alcione ainda precisam ser concluídos para que o inquérito seja finalizado. “Eu não consigo usar um andador”, diz o aposentado ao citar que as sequelas ainda afetam a rotina. Ele afirma ainda que a família tem gastos extras com fisioterapia e adaptações no apartamento e que buscará reparação civil e criminal.
Câmeras de monitoramento de um prédio registraram o acidente. As imagens mostram o homem caminhando com o cão, por volta das 7h40 do dia 17 de janeiro, quando um carro invade a calçada e o atropela. Com o impacto, a vítima foi arremessada. O cachorro não se feriu, mas ficou perdido e foi entregue à família por vizinhos. Segundo a Polícia Civil, inicialmente, testemunhas relataram à Brigada Militar (BM) que a vítima estaria atravessando a rua no momento do acidente. Desta forma, o motorista passou pelo teste do bafômetro, que deu negativo para o consumo de álcool, e foi liberado. Como não possui CNH, ele precisou chamar uma pessoa habilitada para buscar o carro.
Somente depois, quando teve acesso às imagens do acidente, a polícia descobriu que o carro havia invadido a calçada e atingido o homem sobre o passeio. Conforme a polícia, pode até ser verificado dolo eventual, que é quando o motorista assume o risco de causar uma lesão ou morte. A investigação ainda não foi concluída.




