Recentemente, a apresentadora Lívia Andrade levou à Justiça acusações sérias
contra o seu ex-marido, o empresário do ramo da música sertaneja, Marcos Araújo. A
situação envolve perseguição, ameaças, intimidações, tentativas de abuso sexual e apropriação
de bens financeiros e pessoais pertencentes a Lívia. Diante disso, surge a discussão sobre
os limites legais relacionados à posse de dinheiro e objetos do cônjuge no âmbito de um
casamento ou união estável.
Dentro do contexto apresentado, é importante considerar que, de acordo com a advogada
Renata Vilas-Bôas, em casos nos quais o casal está sob o regime de comunhão parcial de bens,
os itens adquiridos durante o relacionamento pertencem a ambos em partes iguais. Isso significa
que, pertencendo ambos, o cônjuge não pode apropriar-se dos bens da outra parte sem o
devido consentimento ou restrição legal.
No entanto, vale ressaltar que a advogada destaca que, mesmo sob esse regime, itens de uso pessoal,
como roupas e objetos individuais, são considerados propriedade exclusiva de cada um dos cônjuges.
Assim, a apropriação indevida desses pertences ou a restrição de acesso à própria propriedade pode
ser caracterizada como violência patrimonial, enquadrando-se como uma forma de violência doméstica nos
termos da Lei Maria da Penha.
Diante desse contexto, fica evidente que o comportamento de reter dinheiro e pertences pessoais do cônjuge
pode ultrapassar questões de divisão patrimonial e adentrar em questões legais e éticas mais profundas,
envolvendo direitos individuais e o respeito mútuo entre os envolvidos em uma relação conjugal. É essencial
que casos como o de Lívia Andrade e Marcos Araújo sejam tratados com seriedade pelas autoridades
competentes a fim de assegurar a proteção dos direitos de todos os envolvidos.
Nesse sentido, é válido destacar a importância da conscientização sobre as leis que regem os relacionamentos
conjugais e a necessidade de buscar ajuda profissional em casos de violência doméstica ou familiar. A
implementação de medidas de proteção, como a conseguida por Lívia Andrade na Justiça, é fundamental
para garantir a segurança e integridade das vítimas em situações delicadas como essa.
Portanto, a apropriação de bens pessoais e financeiros do cônjuge sem o seu consentimento não apenas
configura um problema ético, mas também pode caracterizar um crime passível de punição legal. É essencial
que todos os envolvidos em um relacionamento tenham ciência de seus direitos e busquem auxílio caso se
encontrem em situações vulneráveis de violência ou abuso. A conscientização e a busca por apoio são passos
fundamentais para romper o ciclo de violência e garantir a proteção daqueles que se encontram em situações
de vulnerabilidade e desamparo.




