Aprovação de Lula sobe para 29% em nova pesquisa Datafolha: Reflexos da comunicação governamental. Será que a maré está virando?

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Finalmente, uma boa notícia para Lula e o seu governo. Estancou a sangria. Será? Quando despenca a popularidade de um governante, costuma-se jogar a culpa na comunicação. Não, o governante não é culpado. É a comunicação dos seus atos que não funciona bem.

Essa é uma tese discutível que serve na maioria das vezes para esconder o mau desempenho do governante. Como a cabeça dele não rola, entrega-se a cabeça do responsável pela comunicação. Mas a tese não é totalmente desprezível. A má comunicação pode, de fato, prejudicar quem bem governa. É assim desde tempos imemoriais. No caso de Lula, ele errou duas vezes. A primeira quando pôs para tocar a comunicação quem não era um especialista no assunto. A segunda, ao governar até aqui sem dar-se conta que o mundo mudou e de que ele também deveria mudar.

Se o meu raciocínio está correto, credite-se mais a São Sidônio do que a Lula o resultado da nova pesquisa Datafolha revelada no fim da noite desta sexta-feira (4). Enfim, Lula parou de cair. O Datafolha ouviu 3.054 pessoas, com 16 anos ou mais, em 172 municípios, de terça (1º) até quinta-feira (3). A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O índice de aprovação de Lula subiu de 24%, no levantamento de fevereiro último, para 29%. Mas segue distante dos 38% que consideram o governo como ruim ou péssimo; antes eram 41%. “São Sidônio” é como me refiro ao marqueteiro Sidônio Palmeira, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Sidônio cuidou da campanha de Lula em 2022.

A queda de popularidade de Lula se deu em meio à subida do preço dos alimentos, pressionando a inflação, e a crises como a do Pix, quando o governo foi alvo de fake news. Segundo o Datafolha, o atual índice de avaliação positiva de Lula é semelhante aos 28% registrados entre outubro e dezembro de 2005, durante seu primeiro mandato e a crise do Mensalão. No mesmo período de seu mandato, em maio de 2021, em meio à pandemia de Covid, Bolsonaro tinha 24% de bom ou ótimo e 45% de ruim e péssimo. 30% avaliavam seu governo como regular.

Quando questionados se aprovam ou desaprovam o governo Lula, o cenário atual é de empate dentro da margem de erro: 49% desaprovam, enquanto 48% aprovam. Outros 3% dizem não saber. Quando questionados se Lula fará um governo ótimo, bom, regular, ruim ou péssimo, o índice dos que fazem um prognóstico positivo é igual ao do negativo: 35%. 28% dizem que será regular. Considerando-se apenas as mulheres, a avaliação de ótimo ou bom de Lula agora é de 30%, melhorando o índice de fevereiro, em que tinha amargado 24% no segmento que deu 38% até dezembro.

Entre os mais pobres, que ganham até dois salários mínimos, o governo viu sua avaliação positiva oscilar apenas um ponto percentual, ficando em 30% (era de 29% em fevereiro). A recuperação parcial da avaliação positiva de Lula foi mais forte entre aqueles com escolaridade superior, passando de 18% para 31%, e entre as faixas de renda mais altas. É razão para o governo celebrar? Razão de sobra. Mas não para relaxar e dormir no ponto. Se a eleição fosse hoje… Mas a eleição nunca é hoje.

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