O fundo Ares Management está prestes a assumir o controle da Eagle Football Holdings (EFH) ao exercer direitos como principal credor. Isso afastaria John Textor do comando operacional da holding, marcando uma virada no complicado processo financeiro da empresa. A Ares acionou cláusulas de proteção de crédito devido à situação financeira e societária crítica da Eagle. Mesmo com a mudança de controle na holding internacional, a gestão da SAF, controladora do Botafogo, não é afetada de imediato.
O estopim desse movimento foi uma reorganização interna promovida por Textor, afastando membros independentes da governança. Isso gerou interpretações de risco adicional aos credores, levando a Ares a acionar garantias contratuais previstas. A disputa está restrita à Eagle e à relação credor-devedor, sem impacto direto nos clubes brasileiros. Textor perder o controle da Eagle representa um revés para suas estratégias multi-clubes.
Com a mudança de controle, crescem as incertezas para o Botafogo. Textor pretende realizar um aporte financeiro no clube, mas a entrada da Ares no comando gera dúvidas sobre a operação. Se o aporte não se concretizar, o clube poderá enfrentar restrições financeiras em momento crucial. Em contato com O GLOBO, Textor afirma trabalhar para reverter a situação e proteger o Botafogo da crise internacional.
Essa nova configuração coloca o clube em um cenário de instabilidade, sob ameaça de restrições financeiras. A incerteza quanto ao aporte prometido por Textor aumenta a pressão sobre o Botafogo, que depende desse reforço para cumprir seus compromissos e manter sua competitividade. A entrada da Ares na Eagle representa uma mudança significativa nas dinâmicas de controle e finanças do grupo, criando desafios imediatos para a gestão esportiva do clube.




