As 10 cidades mais antigas do mundo

Confira a lista das cidades mais antigas que existem até hoje destruídas ao redor do mundo

Por Lígia Saba 

Conhecer uma cidade historicamente importante proporciona uma compreensão profunda e completa de eventos e momentos que moldaram e mudaram a humanidade colaborando para a formação do mundo como conhecemos hoje. Para ajudar os viajantes que buscam esta experiência a montarem seus roteiros para as próximas aventuras, preparamos uma lista com as 10 cidades mais antigas do mundo que são verdadeiras aulas de história sobre a humanidade.

10. Gaziantepe

Acredita-se que as primeiras ocupações na cidade, localizada na Turquia, datem de cerca de 3500 a.C. Fundada pelos Hititas com o nome de Doliche, Gaziantep foi uma importante fortaleza durante a Idade Média, mas sofreu várias invasões. Em 1183, foi dominada pelos turcos e por outros povos, até virar parte do Império Otomano. Depois da Primeira Guerra, os britânicos ficaram por lá até 1919 e os franceses até 1921. Atualmente, a cidade conta com aproximadamente 2,069 milhões de habitantes, e historiadores consideram que Gaziantep pode também ter sido a lendária cidade de Antiochia ad Taurum mencionada em textos sagrados.

9. Sídon

Sídon é a terceira maior cidade do Líbano, situada na costa do mar Mediterrâneo, a cerca de quarenta quilómetros ao norte de Tiro e a quarenta e oito quilómetros da capital do país, Beirute. Foi uma das mais importantes cidades fenícias, e teria sido, possivelmente, a mais antiga com registros de ocupação que datam entre 4000 e 3000 a.C. Homero, autor dos poemas épicos Ilíada e Odisseia, elogiou os seus habitantes pela especialização no fabrico de vidro e tecidos de cor púrpura.

8. Plovdiv

É uma cidade da Bulgária localizada no distrito de Plovdiv, às margens do rio Maritsa, sendo considerada um importante centro econômico, de transportes, cultural e educacional. Segunda maior cidade da Bulgária, Plovdiv era conhecida como Eumolpia e acredita-se que possua habitantes desde os anos de 4000 a 3000 a.C.. No ano 342 a.C. foi conquistada pelo rei Filipe II da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande, que mudou o nome da cidade Filipópolis. Ao longo de sua história foi dominada por bizantinos e otomanos até que, finalmente, os búlgaros a conquistaram no ano 815. O nome Plovdiv aparece pela primeira vez no século 15.

7. Faiyum

A cidade está situada no Egisto e acredita-se que seus primeiros habitantes datem de 4000 a.C. Localizada ao sudoeste do Cairo, a cidade era conhecida como Eueméria no período romano e engloba uma parte da antiga cidade de Crocodilopolis, na qual os cidadãos veneravam um crocodilo sagrado chamado Petsuchos. Além de bazares, mesquitas e locais para banhos, Faiyum se tornou uma espécie de centro de ecoturismo e da história para viajantes que planejam explorar os lagos de Wadi El Rayan e as pirâmides de Lehin e Hawara.

6. Xian

Xian é uma grande cidade e capital da província de Shaanxi, na China central. Antes conhecida como Chang’an (paz eterna), a cidade marca o extremo oriental da Rota da Seda e abrigava as casas reais das dinastias Zhou, Qin, Han e Tang. Nos sítios arqueológicos localizados nas planícies circundantes de Xian, fica o famoso Bingmayong (exército de terracota), milhares de figuras moldadas à mão e em tamanho real enterradas com o primeiro imperador da China, Qin Shi Huang. Estudos apontam que suas primeiras ocupações datem de 4000 a.C.

5. Susa

Centro de cultura a partir do segundo milénio a.C., Susa integrou sucessivamente os impérios babilónios, persa e parta. Foi a capital do Império Elamita antes da chegada dos assírios. Foi destruída por volta do ano 645 a.C. por Assurbanipal, mas posteriormente voltou a florescer com todo o esplendor como residência dos persas aquemênidas. Em 1901, em Susa, foi descoberto o famoso “Código de Hamurabi” da Babilônia, que foi trasladado a Susa pelos elamitas. A cidade atingiu sua maior extensão durante a época persa e acredita-se que suas primeiras ocupações datem de 4200 a.C.

4. Aleppo

Por séculos Aleppo foi a maior cidade da Grande Síria, que compreende os atuais Estados da Síria, Líbano, Jordânia e Israel, e a terceira do Império Otomano, depois apenas de Constantinopla e do Cairo. A importância da cidade na história consistiu de sua localização, no fim da Rota da Seda asiática que cruzava a Ásia Central e a Mesopotâmia. Quando o canal de Suez foi inaugurado em 1869, o comércio passou a ser realizado pelo mar e Aleppo começou seu declínio gradual. Seus primeiros habitantes datam de entre 5000 e 4300 a.C.

3. Biblos

Pesquisadores consideram Biblos a cidade habitada ininterruptamente por mais tempo na história da humanidade. Criada em 5000 a.C. pelos fenícios, Biblos foi depois conquistada pelos Povos do Mar, dominada pelos árabes e empossada por potências europeias na época das Cruzadas até passar ao Império Turco-Otomano, em 1516. Em 1984 foi considerada Patrimônio Histórico pela Unesco. Entre as atrações da cidade estão os antigos templos fenícios, o Castelo de Byblos e a Igreja de São João Batista.

2. Damasco

Também conhecida como cidade dos jasmins, Damasco está há 80 km do mar Mediterrâneo e próxima ao rio Eufrates, na Síria e sua localização ajudou a estabelecê-la como uma das principais rotas comerciais entre Oriente e Ocidente. Acredita-se que suas primeiras ocupações datem entre 9000 e 6300 a.C. A cidade foi uma região importante de assentamento para os povos arameus, que foram os responsáveis pela implantação de sistemas modernos de redes de água. Mais tarde, a região foi conquistada por Alexandre, o Grande. Atualmente é a segunda maior (mais populosa) cidade da Síria e sede de governo e dos ministérios do país.

1. Jericó 

Jericó é considerada a cidade mais antiga do mundo, estima-se que os primeiros habitantes chegaram na região entre 9600 e 9000 a.C. Situada às margens do Rio Jordão, na Cisjordânia, Jericó foi povoada, destruída, abandonada e repovoada muitas vezes ao longo da história. É citada na bíblia cristã como uma importante cidade no vale do Jordão, e descrita no Velho Testamento como a “Cidade das Palmeiras”. É conhecida na tradição judaico-cristã como o lugar do retorno dos israelitas da escravidão no Egito, liderados por Josué, o sucessor de Moisés. Acredita-se que a região está ocupada continuamente há, pelo menos, 5 mil anos e desde 1994 é administrada pela Autoridade Nacional Palestina.

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