Sobe para 153 o número de estudantes mortas em ataque a escola
Teerã classificou a ação dos Estados Unidos e Israel de “ataque sionista desumano”
No dia 01 de março de 2026, o Ministério da Educação do Irã atualizou o trágico número de vítimas fatais para 153 estudantes após o ataque a uma escola em Minab, no sul do país. Além disso, outras 95 estudantes ficaram feridas. Em comunicado à agência de notícias Irna, Ali Farhadi, porta-voz do Ministério da Educação iraniano, responsabilizou os Estados Unidos e Israel pelo “ataque sionista desumano”.
Diante da gravidade dos acontecimentos, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgou uma nota no último domingo (1º), condenando veementemente o ataque à escola primária feminina. A Unesco expressou profunda preocupação com os impactos dos conflitos na região sobre as instituições de ensino, estudantes e profissionais da educação.
A morte de estudantes em um ambiente dedicado à aprendizagem representa uma séria violação da proteção garantida às escolas pelo direito internacional humanitário, conforme ressaltou a Unesco em sua declaração. Além disso, a organização alertou para os riscos que os ataques contra instituições educacionais representam para estudantes e professores, comprometendo o direito à educação.
Nesse contexto, a Unesco fez menção à Resolução 2601 (2021) do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que condena expressamente ataques a escolas em situações de conflito armado e ressalta a obrigação das partes envolvidas de proteger os ambientes educacionais. A preocupação com a segurança e o direito à educação dos estudantes permanece como uma prioridade diante dessas tristes circunstâncias.




