SÃO LUÍS (MA) — A Polícia Civil do Maranhão investiga se o ataque a tiros que matou três pessoas na noite de domingo (31) em um bar no Residencial Itamar Guará, em Imperatriz, na Região Tocantina, foi motivado por vingança. A suspeita central é que o crime esteja ligado à morte de Elizeu Mesquita, de 25 anos, assassinado dentro de casa na quinta-feira (28) da semana passada. As autoridades apuram a hipótese de que o ataque no estabelecimento comercial tenha sido uma retaliação ao homicídio anterior, envolvendo disputas entre facções criminosas na região.
De acordo com as investigações, Elizeu Mesquita havia recebido ameaças antes de ser executado. Ele morava no Condomínio Nova Vitória e depois se mudou para o Residencial Itamar Guará, onde mantinha um relacionamento amoroso. A polícia aponta que uma facção que dominava o bairro anterior onde ele residia desconfiava de que Elizeu estivesse colaborando com um grupo rival. O tenente-coronel Emerson Farias, comandante do Policiamento do Interior do Maranhão, explicou em declaração pública que a morte de Elizeu é tratada como possível estopim para a chacina: “Ele recebeu ameaças de morte e foi executado. O ataque no bar já vem dessa ocorrência”.
Ataque no bar teve potencial para chacina
Segundo a Polícia Militar, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos. O alvo principal era Matheus Henrique Pereira de Sousa, que morreu no local. Juliana Gomes Santos, funcionária do bar e grávida, também foi baleada. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos, deixando três filhos. A quantidade de munições apreendidas com um dos suspeitos — 72 cartuchos, uma pistola e três carregadores — reforça a tese de que os criminosos pretendiam cometer uma chacina de grandes proporções, segundo o tenente-coronel Emerson Farias.
Suspeito morto em confronto e segundo foragido
Durante a ação, uma equipe da PM que passava nas proximidades interveio. Houve troca de tiros, e Ronald Araújo Sousa, conhecido como “RN”, que estava na garupa da moto, foi baleado e morreu no local. Ele era foragido da Justiça, com mandado de prisão em aberto, e apontado como integrante de organização criminosa. O outro envolvido conseguiu fugir a pé e continua sendo procurado. A Polícia Civil mantém as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e localizar o segundo suspeito, tratando o caso como possível acerto de contas entre facções rivais na região de Imperatriz.

