Ataque forjado: Promotoria denuncia plano contra ex-prefeito por impulsionar reeleição em 2024

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A Promotoria do Ministério Público alega perigo comum e motivo torpe de atiradores e intermediários em um ataque forjado contra o ex-prefeito de Taboão da Serra. O plano tinha como intuito impulsionar a candidatura à reeleição de José Aprígio em 2024. Segundo a Polícia Civil e o MP de São Paulo, o então prefeito foi ferido por um tiro de fuzil durante sua campanha, tendo permanecido na UTI por mais de uma semana. A denúncia foi apresentada pelo MP-SP, indicando cinco pessoas envolvidas no planejamento e execução do atentado.

De acordo com a denúncia, dois indivíduos atuaram como intermediários para o planejamento do crime, enquanto outros três executaram o ataque e a fuga do local. A Promotoria argumenta que houve dolo eventual no crime e também denunciou os investigados por associação criminosa, adulteração e incêndio de veículo. A investigação revelou que o ataque contra José Aprígio durante a campanha eleitoral de 2024 foi forjado com o objetivo de promover sua candidatura à reeleição.

Os atiradores, já identificados, receberam R$ 500 mil pela tarefa, fazendo com que a Promotoria justificasse o crime por motivo torpe. O MP aponta que não houve chance de defesa para as vítimas e que as armas utilizadas eram de uso restrito, representando perigo comum pela realização de disparos em locais movimentados. Além disso, o MP alega que os denunciados sabiam que a blindagem do veículo não era resistente a armas de grosso calibre, assumindo o risco de matar os ocupantes do carro.

Os executores do plano foram denunciados pela tentativa de homicídio qualificado e associação criminosa. Além disso, o MP solicitou a inclusão de qualificadoras para a tentativa de homicídio, como utilização de arma de uso restrito e motivo torpe. Os intermediários que intermediaram a contratação dos atiradores também foram denunciados. O delator do caso detalhou as negociações e revelou que o ataque foi orquestrado pelo próprio prefeito de Taboão da Serra.

A investigação também apontou que o ex-prefeito pagou R$ 85 mil para a compra do fuzil utilizado no atentado. O delator afirmou que a ideia de usar o fuzil partiu do próprio Aprígio, visando criar um fato que chamasse a atenção dos eleitores. O MP sustenta que o então prefeito não morreu devido ao pronto atendimento médico e à ausência de regiões vitais atingidas. A defesa dos denunciados ainda não se manifestou sobre o caso.

Apesar das evidências apresentadas, a defesa de Aprígio alega inocência e contesta a participação do ex-prefeito na farsa do atentado. O MP segue com as investigações para identificar os demais envolvidos no planejamento do crime. A Polícia Civil e o Ministério Público continuam a desvendar os detalhes do atentado forjado contra o ex-prefeito de Taboão da Serra, buscando responsabilizar todos os envolvidos na tramóia política.

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