A Terceira Guerra Mundial começou?
Ataque de EUA e Israel contra o Irã reacende temor de conflito regional de
grandes proporções e expõe aposta estratégica de Donald Trump
No dia 28 de fevereiro de 2026, os ataques dos EUA e Israel contra o Irã elevaram dramaticamente a tensão no Oriente Médio. A ofensiva militar provocou uma onda de análises sobre o risco de uma guerra em larga escala. Especialistas russos ouvidos pela RT examinaram os objetivos estratégicos de Washington, as possíveis respostas de Teerã e os impactos geopolíticos e econômicos do confronto.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, optou por uma operação militar de grande magnitude, descrita por alguns analistas como uma combinação de mudança de regime, cálculo eleitoral e a busca por um desfecho rápido que poderia redefinir o equilíbrio regional. Fyodor Lukyanov, editor-chefe da revista Russia in Global Affairs, afirmou que Trump apresentou ao Irã um ultimato que equivale a uma declaração de guerra até que seus objetivos sejam alcançados.
A estratégia de Trump foi vista como ambiciosa, indo até a possível mudança de regime no Irã. O analista destacou que a campanha militar foi lançada sem autorização prévia do Congresso dos EUA, mostrando uma aposta em um resultado rápido e espetacular, apesar da incerteza evidente. Por outro lado, Andrei Ilnitsky, analista militar, contestou a premissa estratégica utilizada, argumentando que o Irã não representava uma ameaça direta aos EUA.
O analista acrescentou que o país persa havia mostrado disposição para negociações substanciais, incluindo a questão nuclear. Ele descreveu uma possível consequência do conflito como uma “zona cinzenta de caos pós-conflito”, com perda de territorial, fragmentação de grupos armados e risco de violência sectária. O ataque do Irã contra Tel Aviv e Haifa foi visto como uma resposta rápida aos ataques iniciais.
De acordo com os especialistas, o objetivo político de Trump era a mudança de regime, enquanto o objetivo militar envolvia a destruição das capacidades militares iranianas. A operação foi considerada como parte de uma estratégia de “decapitação”, visando a liderança política e militar, além dos sistemas de defesa aérea. Uma possível consequência grave seria o fechamento do Estreito de Ormuz, afetando significativamente os mercados de energia e os planos econômicos dos EUA.
As análises indicam que o risco de escalada é real e que os impactos podem se estender para além do Oriente Médio, atingindo mercados energéticos e a arquitetura de segurança internacional. A aposta feita por Washington é considerada de altíssimo risco e pode redefinir não apenas o equilíbrio regional, mas também os contornos da ordem global nas próximas décadas. A incerteza paira sobre o cenário atual, deixando uma pergunta no ar: a Terceira Guerra Mundial começou?




