Bolhas infláveis no mar: bombeiros alertam para riscos de brincadeira proibida
em praias no litoral de SP
Segundo os bombeiros, a prática é perigosa para adultos e crianças, que podem
ser arrastados para o alto-mar, ficar à deriva no oceano e até atropelados por
embarcações. Chegada do verão acende alerta.
As bolhas infláveis, usadas como brinquedos para flutuar no mar, são proibidas
em algumas praias do Litoral Norte de São Paulo. A região já registrou
incidentes por causa do objeto e, com a chegada do verão e da alta temporada, os
bombeiros alertam para os riscos que a prática representa à segurança dos
banhistas.
De acordo com os bombeiros, o equipamento pode ser levado pelo vento e pela
correnteza, fazendo com que a pessoa dentro da bolha se afaste rapidamente da
faixa de areia e fique à deriva no mar. A corporação é clara: além de ser ilegal
em algumas cidades litorâneas, tanto adultos quanto crianças correm riscos ao
usar o equipamento nas praias.
Segundo o primeiro-tenente Guilherme Vegse, do Grupamento de Bombeiros Marítimos
(GBMar), as bolhas infláveis passaram a ser exploradas comercialmente nas praias
sem qualquer regulamentação ou garantia de segurança.
O oficial alerta que, por serem usadas em um ambiente aberto, as bolhas ficam
sujeitas à ação do vento, das ondas, da maré e ao contato com outras pessoas e
embarcações, com o banhista correndo risco até de ser atropelado por barcos.
O tenente também reforçou a orientação de cuidado aos pais e responsáveis, já
que a maioria das vítimas são crianças. Ele também alertou para o problema no
consumo de serviços oferecidos por comerciantes irregulares.
O GBMar reforça que brinquedos infláveis no mar podem transmitir uma falsa
sensação de segurança e recomenda que banhistas sigam sempre as orientações dos
guarda-vidas e da sinalização nas praias.
A fiscalização e a regulamentação do uso de objetos nas praias são de
responsabilidade das prefeituras.
Ao DE, Caraguatatuba
informou
que a atividade de bolha inflável não é licenciada no município por questões
sanitárias e de segurança. O descumprimento da proibição pode acarretar em multa
de R$ 3.614,40, por exercício de atividade comercial sem alvará. O objeto também
é apreendido.
A cidade de São Sebastião
afirmou que não há autorização para locação deste equipamento no município e
que, caso seja flagrado nas praias, será apreendido.
Anteriormente, Ubatuba
também havia
informado ao DE que a atividade é irregular na cidade, sendo alvo de
fiscalização.
Já a Prefeitura de Ilhabela
alega que não
há bolhas infláveis no arquipélago e que para operar o serviço na cidade o
empresário deve entrar com os pedidos de autorização nos órgãos responsáveis.
Atualmente, o uso de bolhas não é proibido em Ilhabela, desde que a pessoa tenha
todas as autorizações municipais e da Marinha.
O alerta sobre os riscos de usar bolhas infláveis ganhou reforço na região após
um caso registrado em dezembro de 2024, quando uma criança foi resgatada à
deriva dentro de uma bolha inflável no mar no Litoral Norte de São Paulo.
O menino, que tinha aproximadamente 8 anos, foi encontrado por tripulantes de
uma lancha que estavam voltando para a praia – relembre o caso clicando aqui e
no vídeo acima.




