Atleta acusa COI de “traição” por proibição de capacete de homenagem em guerra

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Ucraniano acusa COI de “traição” após proibição de capacete com homenagem a mortos na guerra

No centro da polêmica envolvendo o Comitê Olímpico Internacional (COI) está o atleta ucraniano Vladyslav Heraskevych, que teve seu capacete com homenagens a amigos mortos durante a guerra contra a Rússia proibido pela entidade. Como porta-bandeira da Ucrânia na Cerimônia de Abertura dos Jogos de Inverno, Vladyslav utilizou o capacete como forma de homenagear aqueles que perderam suas vidas em conflitos recentes. Porém, o COI vetou a utilização do acessório, levando o atleta a se sentir traído e injustiçado.

Após a proibição do COI, Vladyslav Heraskevych expressou sua tristeza nas redes sociais, acusando a entidade de trair os atletas que fizeram parte do Movimento Olímpico. Segundo ele, a decisão de proibir o capacete representa uma falta de reconhecimento e respeito aos amigos que já não estão mais presentes para competir. O atleta e a Ucrânia apresentaram um recurso contra a decisão, buscando a permissão para que o capacete seja utilizado como uma forma de homenagem e memória.

Vladyslav Heraskevych também demonstrou sua posição contra a guerra nos Jogos de Pequim, quando levou uma placa com a frase “Não à guerra na Ucrânia”. O atleta destacou que durante anos o apelo à paz se tornou mais relevante e que o COI mudou drasticamente sua postura, injustiçando sua homenagem aos amigos falecidos. Ele enfatizou a importância de manter viva a memória dos membros da família esportiva ucraniana que perderam suas vidas desde a última edição dos Jogos, defendendo a legitimidade do “capacete da memória”.

Após ter seu recurso contra o veto rejeitado pelo COI, a entidade ofereceu uma alternativa, permitindo que Vladyslav Heraskevych utilize uma braçadeira preta durante a competição em vez do capacete. No entanto, o atleta pretende recorrer novamente e lutar pelo direito de homenagear seus amigos de forma mais explícita. O caso levantou debates sobre liberdade de expressão e manifestações políticas no contexto esportivo, evidenciando as tensões e sensibilidades presentes nos Jogos Olímpicos.

A guerra entre Ucrânia e Rússia, que teve início em 2022, já resultou em um grande número de vítimas, tanto militares quanto civis. Os dados alarmantes apontam para a gravidade do conflito, situando-o como um dos mais sangrentos no pós-Segunda Guerra Mundial. O tema da guerra e seus impactos se tornaram um elemento central na narrativa de Vladyslav Heraskevych, que busca honrar a memória dos que se foram enquanto compete em eventos esportivos internacionais. A repercussão do caso reforça a importância do diálogo e da reflexão sobre questões políticas e sociais no contexto esportivo global.

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