Atropelamento de ciclista por charrete: Juiz mantém prisão e audiência é remarcada

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Justiça mantém prisão de suspeito de atropelar e matar ciclista com charrete; audiência é remarcada

Caso aconteceu na faixa de areia, em Itanhaém, em fevereiro de 2025. O juiz manteve a prisão preventiva do réu e negou os pedidos de liberdade provisória.

Vídeo mostra ciclista atropelada por charrete momentos antes de acidente em praia

A audiência de instrução do processo que apura a morte da ciclista Thalita Danielle Hoshino, de 38 anos, continuará em 27 de março, no Fórum de Peruíbe, no litoral de São Paulo. O charreteiro Rudney Gomes Rodrigues, de 31 anos, é acusado de atropelar e matar a vítima. A Justiça manteve a prisão dele. Na próxima sessão, devem ser ouvidas as testemunhas e ocorrer o interrogatório do réu.

A audiência, que começou na sexta-feira (20), foi interrompida e remarcada para o próximo mês após ultrapassar o horário de expediente do Judiciário. A amiga da vítima que estava com ela no momento do acidente e outras quatro testemunhas foram ouvidas. O julgamento está marcado para 13 de abril de 2026.

O acidente aconteceu em 23 de fevereiro de 2025, enquanto Thalita e a amiga, Gabriela Ferreira Neves de Andrade, de 26 anos, pedalavam na faixa de areia. Ela foi atropelada por uma charrete na altura da Avenida Santa Cruz, em Itanhaém.

A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Irmã Dulce, onde permaneceu internada após sofrer um traumatismo cranioencefálico (TCE), mas não resistiu aos ferimentos e morreu dois dias depois.

Após a morte de Thalita, o delegado Arilson Veras Brandão, titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) do município, disse ter mudado a tipificação do crime no inquérito de homicídio tentado para homicídio consumado.

Rudney foi preso em Praia Grande no dia 29 de março de 2025 e encaminhado à Cadeia Pública de Peruíbe, onde permanece preventivamente detido enquanto aguarda julgamento.

Além de Rudney, outras quatro pessoas foram denunciadas por participação no caso. Segundo o Ministério Público, o atropelamento ocorreu durante uma competição de charretes realizada na faixa de areia, organizada e disputada em grupo. Por isso, Fabiano Helarico Ribeiro e Karina Santos Ribeiro também estão presos preventivamente enquanto aguardam julgamento.

De acordo com o Ministério Público, a disputa era promovida de forma conjunta, o que caracteriza concurso de pessoas, quando todos que contribuem para a prática do crime podem responder pelo resultado, mesmo que não tenham executado diretamente o atropelamento.

Também foram denunciados Salvador Marcelo Gozza e Éder Manoel Bimbati da Silva, que estão foragidos. O juiz manteve a prisão preventiva de todos os réus e negou os pedidos de liberdade provisória, entendendo que seguem presentes os requisitos legais para a custódia cautelar.

RELEMBRE O CASO

Thalita pedalava pela faixa de areia ao lado de uma amiga durante um passeio na praia. Em um vídeo gravado pela própria vítima, é possível ver as duas minutos antes do acidente, em determinado momento, a amiga alerta sobre a passagem de veículos pelo local. Pouco depois da gravação, Thalita foi atingida por uma charrete conduzida por Rudney.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o condutor da charrete afirmou aos policiais que não percebeu a aproximação da ciclista. Ele relatou que atingiu a mulher no momento em que ela passava à frente do veículo.

A amiga da vítima, Gabriela, que estava com ela no momento do acidente, contestou essa versão. Em entrevista ao DE, ela afirmou que a charrete, puxada por cavalos, estava em alta velocidade no momento do atropelamento.

Gabriela disse acreditar que o condutor participava de uma corrida com outro charreteiro quando atingiu Thalita.

O QUE DIZ A DEFESA

Segundo o advogado Luciano Fernandes Ribeiro, que representava Rudney na época do crime, a esposa do acusado prestou depoimento em 31 de março de 2025 e afirmou que o atropelamento foi acidental.

De acordo com o advogado, Rudney prestou socorro à vítima e compareceu espontaneamente à delegacia para prestar esclarecimentos.

A defesa também nega que ele estivesse participando de qualquer corrida de charretes. Rudney afirmou que não percebeu o momento do acidente e que a faixa de areia estava deserta. Segundo o advogado, ele estava no local apenas para passear com a égua, comprada havia cerca de um mês.

Ribeiro acrescentou que, em nenhum momento, o cliente disse que estava “testando” o animal, mas sim “conhecendo” e passeando com a égua recém-adquirida.

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