Primeira audiência de instrução do caso do personal Giovanny Diniz é realizada em Petrolina
Serão ouvidas 15 testemunhas, dez de acusação e cinco de defesa. Acusado do crime, o policial militar Murilo Ribeiro Araújo, preso no Recife, vai participar de forma remota.
Caso Giovanny Diniz: audiência de instrução é realizada nesta quarta (02)
Nesta quarta-feira (2) está sendo realizada a primeira audiência de instrução sobre o crime cometido contra o personal trainer Giovanny Diniz, assassinado a tiros em outubro do ano passado em Petrolina, Sertão de Pernambuco. A audiência acontece de forma híbrida, online e no Fórum Estadual Doutor Manoel Souza Filho, no município.
A audiência iniciou às 10h e, até agora, foram ouvidos o delegado e a mãe da vítima. Serão ouvidas 15 testemunhas, dez de acusação e cinco de defesa. Acusado do crime, o policial militar Murilo Ribeiro Araújo, preso em Abreu e Lima, no Recife, vai participar de forma remota e tem o direito de permanecer em silêncio. A audiência segue durante a tarde desta quarta-feira.
O advogado do policial militar, Marcílio Rubens, falou sobre a expectativa para a primeira fase do processo e disse que o acusado pretende se pronunciar e esclarecer toda a situação.
“A ideia da defesa é que ele faça esse esclarecimento da forma mais ampla e restrita possível. A audiência de hoje é a audiência de instrução e o rito do júri, ele é um rito diferente dos outros crimes. Ao final da audiência, tanto o Ministério Público e a assistente de acusação vão fazer suas alegações finais, como também a defesa fará as suas alegações finais, que podem ser orais ou por escrito. E a partir daí, o juízo decide se é o caso de levar isso a julgamento popular ou se é o caso de impronunciar ou absolver sumariamente”, afirmou.
O advogado da família de Giovanny, Ailton Abel, assume a função de assistente de acusação na audiência. Segundo ele, todos os elementos apresentados devem evitar a absolvição do policial militar.
“Nós não temos dúvidas de que o juiz vai prolatar uma decisão de pronúncia, ou seja, quando existem nos autos, prova da materialidade e prova da autoria, indícios contundentes de autoria do crime, o juiz pronuncia e aí numa data futura será marcada o plenário do júri. Qual é o nosso objetivo hoje aqui? É fortalecer essas provas para que ele seja realmente levado a júri por estes crimes juntamente com suas qualificadoras para que tenha uma pena justa, uma pena alta.”, pontuou.
Abalado, após quase seis meses do crime, o pai do personal falou da saudade do filho e do desejo por justiça.
“Giovanny era uma pessoa que não merecia isso. Giovanny sempre trabalhou, sempre viveu para família, sempre viveu para os pais e para os filhos depois. Giovanny era demais. O que a gente espera é que justiça seja feita para que a família tenha um pouco de paz, um pouco de tranquilidade para nós criarmos nossos netos aí, que são órfãos de pai e mãe.”, disse.
O personal trainer Giovanny Diniz Carvalho, de 36 anos, foi assassinado a tiros na noite da segunda-feira (21), no bairro Vila Mocó, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A Polícia Militar de Pernambuco foi acionada e isolou o local.
O crime aconteceu cerca de oito meses após o personal perder a esposa, Aila Pimenta. Ela foi eletrocutada em uma acidente doméstico dentro da residência do casal.
O crime foi cometido na frente da casa da vítima por um homem encapuzado, que atirou várias vezes. Desde a morte da esposa, Giovanny Diniz Carvalho morava com os três filhos de 6, 2 e 1 ano de idade.
Segundo testemunhas, a filha mais velha do personal que estava com a avó paterna presenciou todo o crime. Os outros dois filhos dormiam na casa no momento dos disparos.
O acusado de matar Giovanny é um policial militar de 35 anos. Ele foi identificado como Murilo Ribeiro Araújo e teve a prisão preventiva decretada e está preso no Presídio em Abreu e Lima, na região metropolitana do Recife.
Na noite do crime, o suspeito estava encapuzado para não ser identificado. Após estacionar atrás do carro do personal trainer, ele desceu, seguiu a vítima e atirou várias vezes.
Em entrevista ao DE, o irmão de Giovanny disse que o personal e o policial militar se conheciam. A vítima era personal trainer da então namorada do PM. Giovanny assumiu a função após a morte da esposa, Aila Pimenta, que morreu eletrocutada em fevereiro.