O Rio de Janeiro está enfrentando um aumento preocupante nos casos de roubo e furto de celulares. Em janeiro deste ano, houve 2.088 registros de roubo e 3.620 de furtos de aparelhos móveis no estado, representando um crescimento de 39% e 15%, respectivamente, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Somando-se esses casos, chega-se a um total de 5.708 ocorrências, ou seja, um registro a cada oito minutos em média.
Dentre as áreas mais afetadas, destacam-se a 5ª DP (Mem de Sá) com 395 registros, a 9ª DP (Catete) com 308 e a 12ª DP (Copacabana) com 278 registros. No ano passado, o número total de roubos e furtos de celulares chegou a 21.423 e 37.397, respectivamente, com a 5ª DP (Mem de Sá) liderando as estatísticas com 3.480 registros. Em uma operação policial realizada no Morro do Fallet-Fogueteiro, 200 aparelhos roubados foram encontrados em uma central clandestina de desbloqueio de celulares.
A central clandestina, descoberta pela polícia durante a apreensão de cinco toneladas de maconha, utilizava um cômodo escondido para modificar os IMEIs dos aparelhos e revendê-los no mercado ilegal. Patrick Fontes Souza da Silva, responsável pelo espaço, foi preso em flagrante e enfrenta diversas acusações criminais. Os aparelhos recuperados estão passando por uma análise minuciosa na delegacia, com cerca de 70 deles já devolvidos aos legítimos proprietários.
Para as vítimas de roubo ou furto de celulares, é importante conhecer o IMEI (número único de identificação do aparelho) e registrar o incidente na delegacia mais próxima. O registro é fundamental para facilitar a recuperação do dispositivo e ajudar na investigação policial. Diante do cenário preocupante de roubos e furtos de celulares, a colaboração da população e a atuação eficiente das autoridades são essenciais para combater esse tipo de crime.