Avaí aposta em Jair Ventura e busca consistência para brigar pelo acesso na Série B

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Freeland vê desempenho abaixo no estadual e “discurso alinhado” sobre Avaí candidato ao acesso

Executivo de futebol do Leão da Ilha analisa momento e projeta Série B

Troca de técnico durante a temporada — a normalidade do futebol —, sem pedido de contratações do novo comandante, uma base formada e o objetivo principal de voltar à Série A do Brasileiro depois de três anos na Segundona.

Esse é o resumo atual do Avaí, que chega para a Série B como campeão do Catarinense, mas sem um desempenho de agradar dentro de campo, comentado pelo executivo de futebol, Eduardo Freeland, em entrevista ao de.

— Nossa expectativa, quando a gente fechou as contratações, era de ter um campeonato mais consistente. A gente poderia sim ter menos irregularidades de desempenho, e ser campeão seria consequência. O título é algo que eu persigo, que ainda não tinha conseguido aqui. Na hora que eu olho a conquista, vejo o desempenho, e não fiquei satisfeito com o desempenho. A gente viu uma oscilação que não correspondia com o que a gente esperava e queremos ter mais consistência na Série B — comentou Eduardo Freeland, executivo de futebol do Avaí.

Eduardo Freeland executivo do Avaí — Foto: Carlos Rauen/NSC TV

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Visando a continuidade da temporada e em busca de melhorar o desempenho, Jair Ventura foi o escolhido para substituir Enderson Moreira, que estava insatisfeito e já apontava por uma mudança. Na coletiva do novo técnico, Jair falou sobre ser candidato ao acesso, discurso um pouco diferente do antigo comandante, que adotava uma postura mais cautelosa.

— Se a gente coloca como objetivo do clube subir, o discurso está totalmente alinhado com o que a gente acredita. Quando a gente monta o elenco que montamos, com o investimento que a gente fez, é muito claro que temos que buscar o objetivo até onde der. Gosto desse discurso. Se ele falasse que temos uma vaga garantida, eu discordaria, porque hoje vejo 10 a 12 candidatos ao acesso, até mais que anos anteriores. Vai ser extremamente difícil, mas vamos sim brigar pelo acesso — comentou.

Eduardo Brock, zagueiro, Eduardo Freeland, executivo de futebol do Avaí, e Marquinhos, coordenador técnico — Foto: Guilherme Griebeler/Avaí

Enderson Moreira ajudou na montagem do elenco atual, que agora é comandado por outro técnico. Pensando na troca, o nome escolhido foi justamente de um perfil que pudesse trabalhar com o grupo.

— A escolha do Jair também é pensada. Ele não é alguém que chega pedindo contratações, mudando muito o elenco. Isso foi muito pontuado com ele. Temos esse elenco e queríamos um treinador que acreditasse nesse elenco. Naturalmente podem chegar contratações pontuais — comentou Freeland.

— No futebol isso bem é natural, o ciclo dos treinadores (é curto), até o Jair citou que o Enderson ficou oito meses como muito. É até engraçado a referência de muito. O Enderson foi muito ativo nessa janela, a gente está amadurecendo o processo de contratação, ele teve uma participação ativa. A gente entende que todas contratações passam pelo olhar do treinador, mas são do clube. A gente tinha intenção de continuidade, mas em comum acordo trocamos. Não é algo que os atletas não foram participados de alguma forma, principalmente os que vieram um pouco mais influenciados pelo Enderson. Eles sabem do processo — completou.

O Avaí estreia na Série B do Brasileiro no próximo domingo, contra o Novorizontino. A partida acontece às 20h, na Ressacada.

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MAIS DA ENTREVISTA

Jogadores contratados

— A gente foi em um foco em jogadores que não tem um lastro no futebol profissional em competições como a Série B, mas que a gente vê um potencial grande. Renan, Mendes, Léo e JP. O que vai dizer quem vai deixar de ser aposta e virar uma realidade é o dia a dia. Já foi passado para o Jair como a gente pensa esses atletas.

Investimento no elenco

— Em valores absolutos, deixo para o CEO, porque entendo que é uma informação muito restrita. A gente trabalha com uma base muito similar do ano passado. A gente sempre olha, quando define um valor mensal na folha, a gente tem que entender que tem uma correlação direta entre o investimento e a posição. Na Série A isso é bem claro, na B ainda tem uma distorção, mas é próxima e temos que olhar quanto estão investindo.

A montagem do grupo

— Na montagem do elenco, a gente entendeu que tinha que trazer cinco a seis jogadores para que fossem uma espécie de âncora, jogadores-chave, e com o elenco que a gente tinha, mais esse jogadores-chave, a gente ia montar um corpo e somar com contratações e jogadores da base. A partir daí, a gente vai olhar para o mercado pensando em substituições futuras, talvez no meio do ano, ou alguns reforços pontuais.

Pontos que ajudam na melhora

— A gente tem que ter os jogadores da melhor forma disponíveis. Hoje é o primeiro treino do ano com todos os atletas contratados disponíveis, pelo menos em uma parte. E também o encaixe. A gente vê times pelo mundo que contrataram muito e não encaixava. A mudança do treinador mexe muito com toda a atmosfera.

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