BAIXADA SANTISTA (SP) — A Polícia Militar Ambiental, por meio do 3º Batalhão, tem intensificado as ações de fiscalização em toda a região da Baixada Santista. As autoridades apresentaram um balanço parcial de 2026, que revela um total de 1.173 infrações ambientais até o momento. O dado mais alarmante diz respeito à manutenção de fauna silvestre sem autorização, que contabiliza 666 ocorrências, representando 56,8% do total de infrações registradas.
Os números apontam para uma tendência de queda nas infrações quando comparados aos anos anteriores. Em 2024, foram reportadas 3.405 infrações e, em 2025, esse número caiu para 3.125. Com a redução nas infrações até a metade de 2026, a expectativa das autoridades é que esse cenário continue a se estabilizar, evidenciando esforços conjuntos entre a Polícia Militar e a comunidade local para a preservação do meio ambiente na região.
Perfil das Infrações Ambientais na Baixada Santista
Embora a quantidade total de infrações tenha diminuído, os tipos de delitos permanecem consistentes. Depois das infrações relacionadas à fauna silvestre, as ações de pesca em locais ou períodos proibidos somaram 166 casos, e 134 referem-se à pesca com petrechos ou quantidades irregulares. Dados fornecidos pela Polícia Militar revelam a preocupação com a captura de animais silvestres e a pesca excessiva, que ameaçam a biodiversidade local.
Além disso, destacam-se situações de maus-tratos a animais, com 128 ocorrências registradas até o momento, e a introdução ou manutenção irregular de fauna, que contabiliza 79 casos em 2026. Embora os números ainda sejam elevados, o foco da equipe de fiscalização é minimizar ações que possam causar danos irreversíveis ao ecossistema da Baixada Santista.
Fatores Contribuintes para a Alta de Infrações
De acordo com informações confirmadas pela Polícia Militar, três fatores principais explicam a alta incidência de crimes ambientais na região: a ocupação urbana irregular, a criação ilegal de aves silvestres e a pesca descuidada. A falta de regulamentação e fiscalização adequada em áreas ambientalmente sensíveis tem sido um desafio constante para as autoridades.
A ocupação de áreas protegidas, como morros e manguezais, é uma das principais causas que levam ao aumento de delitos contra a flora. A pressão do desenvolvimento urbano inconsequente e o avanço do assentamento humano nessas regiões têm resultado em destruição de habitats naturais, comprometendo a sobrevivência de diversas espécies de fauna e flora.
Ações de Combate às Irregularidades
Para efetivar a proteção ambiental, a Polícia Militar Ambiental tem promovido uma série de ações preventivas e de fiscalização contínua, tanto em terra quanto nas áreas aquáticas. A corporação realiza operações em parceria com as prefeituras locais para garantir a proteção do patrimônio natural e a manutenção da biodiversidade.
Uma das ferramentas utilizadas na fiscalização é o monitoramento por satélite, que tem se mostrado eficaz para identificar áreas de degradação e ocupações irregulares. Além disso, há um acompanhamento informatizado dos criadores de aves, que visa coibir a manutenção irregular de fauna silvestre nas residências
Desafios à Gestão Ambiental
O cenário atual de infrações na Baixada Santista é um reflexo da constante luta entre desenvolvimento e preservação ambiental. A dificuldade de uma gestão eficaz e integrada dos recursos naturais é latente, onde o crescimento urbano desenfreado ameaça a rica biodiversidade da região. A Prefeitura de Santos e o Governo do Estado de São Paulo têm intensificado esforços, porém, a colaboração da sociedade civil é indispensável para a construção de um futuro sustentável.
Ainda, a ausência de dados separados por municípios dificulta uma análise mais aprofundada sobre a abrangência dos problemas e a eficácia das medidas tomadas. A reportagem do DE, em busca por informações detalhadas, entrou em contato com as autoridades competentes, mas ficou sem uma resposta satisfatória até a última atualização.
Próximos Passos do Combate às Infrações
No horizonte, a expectativa é que a fiscalização e as campanhas educativas junto à população se intensifiquem, visando à conscientização sobre a importância da conservação do meio ambiente. Com o apoio da sociedade, espera-se reduzir ainda mais os índices de infrações na região da Baixada Santista.
Além disso, o fortalecimento das parcerias entre a Polícia Militar, o Governo do Estado de São Paulo e as prefeituras se mostra vital para uma gestão ambiental eficaz e sustentável. As estratégias incluem a elaboração de legislações que tornem as irregularidades cada vez mais penalizadas e a implementação de ações que incentivem práticas de sustentabilidade entre os moradores da região.
A luta pela proteção ambiental é um trabalho contínuo e que demanda a colaboração de todos os setores da sociedade. O futuro da Baixada Santista depende da conscientização e do engajamento coletivo para garantir que o ambiente natural permaneça saudável e sustentável para futuras gerações.





