‘Descer pra BC?’: Balneário Camboriú é a cidade mais cara do Brasil para comprar um imóvel
Preço do metro quadrado é de quase R$ 15 mil no município catarinense, segundo pesquisa FipeZAP. O índice acompanha os preços médios de 56 cidades com base em anúncios veiculados na internet.
Balneário Camboriú (SC) é, em média, o município mais caro do Brasil para a compra de um imóvel residencial, segundo dados do Índice FipeZAP 2025 divulgados nesta terça-feira (6). O indicador acompanha o preço médio de imóveis em 56 cidades brasileiras, com base em anúncios publicados na internet.
O município catarinense — que já foi chamado de “Dubai brasileira” e inspirou o hit “Descer pra BC” — é conhecido pelos prédios altos e pela megaobra de alargamento da faixa de areia, que gerou debate entre especialistas sobre impactos ambientais.
Segundo o levantamento, o metro quadrado em Balneário Camboriú teve preço médio de venda de R$ 14.906 em dezembro de 2025. Com esse valor, um imóvel de 50 m², por exemplo, custaria cerca de R$ 745,3 mil.
A segunda cidade mais cara também fica em Santa Catarina, mostra a pesquisa. No município litorâneo de Itapema, o valor médio é de R$ 14.843/m². Veja as dez cidades com preço médio mais caro no Brasil, segundo o FipeZAP:
1. Balneário Camboriú (SC): R$ 14.906
2. Itapema (SC): R$ 14.843
3. Vitória (ES): R$ 14.108
4. Itajaí (SC): R$ 12.848
5. Florianópolis (SC): R$ 12.773
6. São Paulo (SP): R$ 11.900
7. Barueri (SP): R$ 11.696
8. Curitiba (PR): R$ 11.686
9. Rio de Janeiro (RJ): R$ 10.830
10. Belo Horizonte (MG): R$ 10.642
Entre as capitais, Salvador registrou o maior aumento no preço médio de imóveis residenciais em 2025, ao registrar valorização de 16,25% ao longo do ano, segundo o Índice FipeZAP. João Pessoa (PB) aparece logo atrás, com alta de 15,15%. Na sequência estão Vitória (15,13%), São Luís (13,91%) e Fortaleza (12,61%).
Na outra ponta, os menores avanços ocorreram em Brasília (4,05%), Goiânia (2,55%) e Aracaju (2,23%). Na prática, essas cidades registraram queda real, já que os reajustes ficaram abaixo da inflação estimada em 4,18% para o período.
Comprar um imóvel residencial ficou, em média, 6,52% mais caro em 2025, segundo o levantamento. O aumento superou a inflação ao consumidor, estimada em 4,18% pelo FipeZAP. Paula Reis, economista do Grupo OLX, explica que o aumento está relacionado ao desempenho da economia brasileira, que deve fechar 2025 com bons resultados, especialmente no mercado de trabalho.
A taxa de desemprego no Brasil foi de 5,2% no trimestre terminado em novembro, mostrou a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. Já o Produto Interno Bruto (PIB) superou as projeções do mercado com um crescimento em torno de 2,3%. A tendência de alta nos preços dos imóveis residenciais reflete o cenário econômico do país, com impactos significativos no mercado imobiliário nacional.




