Ata do Copom não sinaliza continuidade de corte de juros. O Banco Central aponta que os próximos passos da política monetária vão depender da guerra no Oriente Médio e seus impactos nos preços dos ativos.
No cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o Comitê reafirma serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações.
Banco Central destaca, entretanto, que ritmo da economia desacelerou, respondendo aos juros mantidos elevados por longo período. A desaceleração econômica foi evidenciada no resultado do PIB do último trimestre de 2025.
Ata do Copom alerta para pressões inflacionárias ainda persistentes devido à inflação de serviços. O Copom ressalta interpretações sobre a influência da demanda e da política monetária na desinflação observada.
Para parte do mercado, Banco Central aponta espaço para novo corte de juros, com destaque para a desaceleração econômica. A economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Natalie Victal, prevê corte de 25bps em abril.
O economista Gustavo Sung, da Suno Research, apontou as fontes de incertezas para a trajetória dos juros, evidenciando a desaceleração econômica e o impacto da guerra. O Banco Central preferiu não sinalizar os próximos passos.
O economista-chefe da XP, Caio Megale, avalia que o conflito no Oriente Médio pode levar a uma redução no ritmo de corte da Selic. As projeções indicam chances de deterioração do cenário inflacionário, afetando expectativas de inflação e a calibragem monetária.
Diante disso, a interpretação dos recentes desenvolvimentos sugere que a desaceleração econômica combate a inflação, mas há incertezas. A possibilidade de impactos negativos no cenário inflacionário pode resultar em uma calibragem monetária menos intensa do que o esperado.




