Bancos de areia no Guaíba: impactos na navegação e na agricultura – Marinha alerta para segurança e medidas preventivas.

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Bancos de areia surgem no Guaíba, permitindo ‘andar sobre as águas’ e podendo criar novas ilhas. A estiagem prolongada, somada ao acúmulo de sedimentos de enchentes anteriores, é o principal fator responsável pela baixa do lago. Com o nível do Guaíba reduzido a 32 centímetros, é possível testemunhar cenas improváveis que se tornaram realidade, como a capacidade de “andar sobre as águas” graças aos bancos de areia. Esses bancos estão alterando drasticamente a paisagem e a rotina daqueles que dependem do lago para suas atividades diárias, como trabalho, deslocamento e prática de esportes.

A estiagem combinada ao acúmulo de sedimentos deslocados pelas enchentes resultou na queda do nível do lago, abrindo espaço para formações que estão se multiplicando entre a região Central de Porto Alegre e a Zona Sul. Antigas áreas submersas agora revelam faixas de areia, algumas já com vegetação e outras tão firmes que permitem a caminhada em trechos anteriormente navegados por navios de grande porte. Essa transformação é indicativa de um período de estiagem, mesmo com chuvas consideráveis em dezembro, o volume de janeiro não foi suficiente para reverter a situação.

A Capitania Fluvial de Porto Alegre está monitorando a situação e expressa preocupação com a segurança das embarcações. Navios que necessitam de profundidade para navegar estão mais vulneráveis às armadilhas dos bancos de areia causados pelo assoreamento. A dragagem das vias navegáveis tornou-se ainda mais urgente desde as enchentes de 2024, conforme explicado pelo capitão dos Portos de Porto Alegre, Leandro Alves. Alertas são emitidos para profissionais da navegação, visando evitar acidentes ou encalhes.

O impacto direto na navegação devido ao nível baixo do Guaíba não afeta apenas as atividades marítimas, mas também a produção agrícola, especialmente a safra de soja, destaque da agricultura no estado. A Marinha orienta os navegantes a seguirem pelas rotas previamente cartografadas, evitando regiões com histórico de altos fundos, como os bancos de areia. A expectativa é por chuvas com volume significativo para reverter o atual cenário, uma vez que as pancadas isoladas, apesar de intensas, ainda não são capazes de solucionar o problema.

É crucial seguir as orientações das autoridades marítimas para garantir a segurança e evitar possíveis contratempos durante a navegação no Guaíba. Os bancos de areia que surgiram devido à estiagem e ao acúmulo de sedimentos representam um desafio adicional para os navegantes, exigindo atenção redobrada e observação constante das vias navegáveis. Aguarda-se por chuvas que possam reverter a situação atual e minimizar os impactos causados pela baixa no nível do lago no estado do Rio Grande do Sul.

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