O Ibovespa alcançou novos recordes na última quarta-feira, ultrapassando os 193 mil pontos pela primeira vez, em meio ao alívio com o frágil cessar-fogo entre EUA-Irã. O índice fechou com ganhos de 2,09%, em 192.201,16 pontos, renovando sua máxima de fechamento.
Os grandes bancos globais, como a Morgan Stanley e o JPMorgan, continuam enxergando o Brasil como um dos principais mercados emergentes para investidores internacionais. Eles destacam o país como uma aposta relevante na América Latina, baseado em fundamentos corporativos, exposição a commodities energéticas e valuation atrativo.
Otimismo nos Setores Energético e Financeiro
No setor de energia e petróleo, que ganha destaque com preços mais altos do petróleo, ambos os bancos veem oportunidades claras no Brasil. O Morgan Stanley mantém a Petrobras como sua maior posição individual do portfólio latino-americano, enquanto o JPMorgan destaca ações como PETR3, PETR4 e PRIO3 como potenciais beneficiárias do cenário de energia mais restrita no mercado global.
Além das petroleiras, o Morgan Stanley vê valor no setor financeiro brasileiro, com empresas como Nubank, Itaú Unibanco, B3 e BTG Pactual. Crescimento de lucros, retorno elevado sobre patrimônio e melhora estrutural da rentabilidade são apontados como pilares da tese positiva para o país.
Brasil: Destino Favorito de Investimentos
Com a perspectiva de retomada dos fluxos globais para ações emergentes, o Brasil segue bem posicionado na comparação com outros mercados emergentes. A recuperação global pode somar dezenas de bilhões de dólares nos próximos meses, reforçando a posição do Brasil como um dos principais destinos do capital internacional.
A dependência do Brasil na importação de derivados de petróleo, especialmente diesel, traz desafios inflacionários e políticos. Medidas como redução de impostos federais sobre combustíveis e taxações sobre exportações são ações adotadas pelo governo para mitigar esses efeitos.
Brasil como Mercado Favorito na América Latina
O Brasil apresenta um perfil de maior beta, o que favorece os ativos locais em momentos de retomada dos fluxos estrangeiros. A América Latina, principalmente o Brasil, permanece como um mercado favorecido, mesmo tendo perdido parte de seu ‘charme’ de porto seguro, de acordo com o JPMorgan.
Apesar dos desafios logísticos e inflacionários, o Brasil continua atraindo a confiança dos investidores internacionais por seus atributos positivos e oportunidades de investimento em setores estratégicos, como energia, financeiro e infraestrutura.


