Em depoimento à Polícia Federal (PF) no fim de 2025, o banqueiro Daniel Vorcaro falou sobre a crise que culminou na liquidação do Master, em novembro, e disse que teve encontros com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para discutir a venda da instituição do Banco de Brasília (BRB).
Ibaneis confirmou as reuniões com Vorcaro, mas negou ter tratado da venda do Master ao BRB: “Entrei mudo e saí calado”. O negócio foi vetado pelo Banco Central (BC).
A colunista Andréia Sadi, do DE, teve acesso à transcrição do depoimento, ocorrido em 30 de dezembro.
As falas de Vorcaro revelam a proximidade do banqueiro com figuras do poder e o uso do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como base para os negócios do Master.
O BC determinou a liquidação extrajudicial do Master por falta de liquidez e indícios de fraude na venda de carteiras de crédito ao BRB no valor de R$ 12,2 bilhões.
Segundo informações que constam da transcrição, feita com ajuda de inteligência artificial, Vorcaro afirmou que a instituição teve problemas de falta de dinheiro e usava a solidez do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para fechar negócios.
O dono do Master afirmou que o banco atravessava uma crise de liquidez. Isso acontece quando uma pessoa, empresa ou banco não consegue honrar compromissos ou pagar dívidas.
O banqueiro afirmou à PF que, apesar das dificuldades, o Master cumpriu com todos os compromissos até 17 de novembro. A liquidação ocorreu um dia depois.
Ele disse que essas mudanças forçaram o Master a buscar outros meios de captar dinheiro no mercado. E que a partir daí o banco passou a ser alvo de uma campanha para destruir sua reputação.




