Barco pirata atropela casal em moto aquática: imagens chocantes em Balneário Camboriú

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Imagens mostram como ficou moto aquática atropelada por barco em Balneário
Camboriú

A moto aquática atropelada por um ‘barco pirata’ em Balneário Camboriú, no Litoral
Norte de Santa Catarina, teve o casco quebrado e sofreu arranhões e por conta do impacto. Imagens divulgadas pela
empresa locadora do veículo mostraram ainda que o colete usado pelo piloto
estava rasgado (assista acima).

O caso aconteceu no domingo (15), quando o casal se beijava na moto. A situação foi registrada pela câmera frontal do barco e pessoas que estavam na
orla. É possível ouvir um grupo de longe tentando alertar o barco maior sobre a moto pouco antes da batida.

Contexto do acidente

A moto aquática foi fabricada em 2025 e tem aproximadamente 3,45 metros de
comprimento e 1,25 metro de largura. Além disso, tem espaço para três pessoas e
capacidade para levar até 272 quilos.

A empresa do veículo fez um boletim de ocorrência para registrar a situação e
orientou o piloto a também registrar o caso. O “barco pirata” não sofreu danos.

Relato angustiante do piloto

Ao DE, o piloto Giovani Chaikoski, de 32 anos, contou que estava na garupa
quando parou o veículo no local por achar a região mais tranquila e aproveitar a paisagem. A mulher,
que preferiu não se identificar, se feriu com maior gravidade e precisou ser
levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

“Me defendi com o braço um pouco, mas afundamos. Naquele momento, a gente vê a
morte nos olhos, ainda mais que senti passando as hélices do barco muito
próximo. Eu fiquei engatado embaixo do barco e saí bem na frente, alguns
metros de onde estava a moça e o jet, e quase sem fôlego”, disse.

Reações das empresas envolvidas

Em nota, o Grupo Barco Pirata afirmou que a moto estava fora do
campo de visualização e o tempo de resposta da embarcação é lento. Disse ainda que
manobras de desvio com embarcações desse porte não são imediatas, exigindo tempo
e espaço.

Já a empresa que alugou a moto ao casal afirmou que o condutor era habilitado e
toda a documentação estava regular, e que os clientes teriam recebido a
assistência necessária e, em paralelo, informações foram repassadas à Marinha,
que abriu investigação.

Consequências e desdobramentos do acidente

Após conseguir voltar à superfície, o casal foi socorrido por um vizinho de
Giovani, que também estava com uma moto aquática. “Como eu vi que a moça estava
mais machucada, pedi que levassem ela primeiro, e depois eu”, disse.

Giovani é agricultor e costuma fazer passeios na região uma vez ao mês há cerca
de 4 anos. No dia do atropelamento, saiu da orla da Praia Central para passear
perto da roda gigante, mas como o mar estava agitado, resolveu parar na entrada
do canal, na outra extremidade da praia.

O Grupo Barco Pirata informa ainda que está notificando a Marinha do Brasil
sobre o ocorrido e irá prestar todas as informações necessárias às autoridades
competentes, colaborando integralmente com a apuração dos fatos.