BB Seguridade: Denúncias de Assédio Moral e ‘Desmonte’ da Área de Controles Internos e Integridade. Ministério Público do Trabalho investiga.

bb-seguridade3A-denuncias-de-assedio-moral-e-desmonte-da-area-de-controles-internos-e-integridade.-ministerio-publico-do-trabalho-investiga

A DE Seguridade, empresa vinculada ao Banco do Brasil, está enfrentando denúncias de assédio moral e ‘desmonte’ contra a área de Controles Internos e Integridade. Funcionários responsáveis pelo combate à corrupção tiveram que se afastar de seus cargos devido a problemas de saúde, levando o Ministério Público do Trabalho e o sindicato a investigar as queixas.

Três funcionários que gerenciavam a equipe de combate à corrupção da DE Seguridade se distanciaram de seus cargos após denúncias de assédio moral no ambiente de trabalho. Nenhum dos colaboradores que compunham o setor originalmente permanece atualmente, evidenciando um desmantelamento da equipe conforme relatos obtidos.

A BB Seguridade é uma holding que atua com seguros, previdência, títulos de capitalização, planos odontológicos e negócios correlatos. O Ministério Público do Trabalho em Brasília abriu um procedimento para investigar as denúncias de assédio, relatando episódios ocorridos entre 2024 e início de 2025.

Segundo a denúncia, as práticas de assédio incluem isolar a área de Controles Internos e Integridade, limitar a atuação dos funcionários, barrar a progressão de pessoas não alinhadas à cúpula da empresa e priorizar aliados. O procurador Paulo Cezar Antun de Carvalho está responsável pela apuração inicial do caso.

A DE Seguridade emitiu uma nota informando que ainda não foi notificada pelo MPT e reafirmando seu compromisso com as melhores práticas de governança corporativa. As denúncias alegam que o superintendente executivo Maurício Azambuja teria liderado a prática de assédio com o objetivo de “desmantelar” a Superintendência de Controles Internos e Integridade.

A área de Controles Internos e Integridade tem a função de avaliar processos críticos e verificar se as empresas da holding cumpriram as normas de conduta. A denúncia destaca um episódio específico envolvendo “kits executivos” dados como presente, levando a investigação interna e a necessidade de devolução dos brindes.

A CGU define diversas condutas de assédio moral, incluindo privar a pessoa do acesso a instrumentos de trabalho, sonegar informações, dificultar promoções e segregar o funcionário no ambiente de trabalho. O sindicato dos bancários de Brasília está ciente do caso na DE Seguridade e está avaliando medidas necessárias para apoiar os funcionários envolvidos.

Diante das denúncias e do impacto na saúde mental dos funcionários, a investigação sobre o assédio na DE Seguridade continua, com a empresa reafirmando seu compromisso com a integridade e governança corporativa. É fundamental que casos como esse sejam investigados e que medidas sejam tomadas para garantir um ambiente de trabalho saudável e respeitoso para todos os colaboradores.

🔔Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram do Diário do Estado e no canal do Diário do Estado no WhatsApp