BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de ex-sócio do Master

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O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do conglomerado prudencial do Banco Pleno, controlado por Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e ex-sócio do Banco Master. Em 2024, o BC aprovou a aquisição do Banco Voiter pelo Master, rebatizando a instituição para Banco Pleno S.A no ano seguinte. A decisão foi motivada pelo comprometimento financeiro da instituição, com problemas de liquidez e violação de normas, sendo uma das medidas tomadas pelo BC para apurar responsabilidades conforme suas competências legais. O grupo detém 0,04% do ativo total e 0,05% das captações totais do SFN. Augusto Ferreira Lima, também conhecido como Guga Lima, teve seus bens indisponíveis devido à fraude de R$12 bilhões envolvendo títulos de crédito falsos emitidos pelo Master e tentativa de vender ativos podres para o BRB para recompor seu caixa. O empresário era um dos nomes que mais preocupavam o Palácio do Planalto no escândalo do Banco Master, devido às suas conexões políticas anteriores. A relação de Lima com o petismo era anterior à de Vorcaro com o Centrão, com destaque para o sucesso do CredCesta, um cartão de crédito consignado criado por ele. O cartão obteve grande êxito e foi replicado em outros estados, levando Guga Lima a entrar na sociedade do Master em 2020, trazendo o CredCesta como um dos principais ativos do banco. Essas informações foram apuradas pela CNN Brasil, destacando a trajetória de Augusto Ferreira Lima e sua ligação com importantes figuras políticas durante a ascensão do CredCesta e sua entrada no Banco Master.

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