Bebê que vive com intestino 6 vezes menor que o ideal ganha alta após ficar internado desde o nascimento, no Paraná
Conforme médicos, bebê teve malformação grave na gestação e ficou internado desde os primeiros dias de vida. Ele recebeu alta e voltou pra casa, em General Carneiro, onde continua o tratatamento.
Bebê que tem apenas 35 cm de intestino deixa hospital depois de quase um ano no Paraná
Após um ano enfrentando cirurgias e infecções, o pequeno Paulo Junior de Freitas, que vive com o intestino delgado menor do que o ideal, pôde ir para casa pela primeira vez desde o nascimento.
O bebê, que tem uma malformação grave, vive com apenas 35 centímetros de intestino delgado, quando o esperado para a idade dele é cerca de 200 centímetros. O órgão é crucial para a digestão final e absorção da maior parte dos nutrientes.
O tratamento de Paulo começou no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba e agora continua em casa, em General Carneiro, no sul do Paraná.
De acordo com a gastropediatra e nutróloga Jocemara Gurmini, o menino é dependente da chamada “nutrição parenteral”, terapia especializada que fornece nutrientes essenciais diretamente pela veia, pois o intestino não consegue absorver sozinho a quantidade necessária de água, eletrólitos e nutrientes para o crescimento.
A mãe do menino, Luana Aparecida Ribeiro, contou que o problema intestinal foi identificado ainda na gestação, no quinto mês. Paulo nasceu em 8 de fevereiro de 2025 e, no dia seguinte, foi transferido para o hospital, onde passou pela primeira cirurgia.
Os primeiros meses de vida foram marcados por uma longa permanência na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal, com uso de bolsa de colostomia, novas cirurgias e uma infecção generalizada considerada gravíssima pelos médicos.
Depois de quatro meses, o menino começou a ser atendido na enfermaria. Com a estabilização do quadro clínico após um ano de tratamento, ele pôde ser transferido para casa. A nutrição dele é realizada durante a noite por uma equipe de enfermagem, que também faz curativos e acompanha o uso do cateter venoso.
A gastropediatra Jocemara afirma que, anos atrás, bebês e crianças com quadros graves de falência intestinal frequentemente morriam por infecções, falta de acesso venoso adequado ou ausência de tratamento especializado. Atualmente, com a reabilitação intestinal e o acompanhamento multidisciplinar, muitos pacientes conseguem sobreviver e até evitar o transplante de intestino.




