Belo Horizonte (MG) — Um monomotor sofreu uma queda trágica e colidiu com um edifício residencial na manhã desta segunda-feira (4), causando a morte de três pessoas e deixando outras duas feridas. O acidente ocorreu durante a decolagem no Aeroporto da Pampulha, na Região Nordeste da capital mineira.

O incidente foi capturado ao vivo pela equipe do Globocop, que estava em sobrevoo na região para cobrir um acidente de trânsito. O repórter Guilherme Pimenta e a equipe ficaram atônitos ao testemunhar a descida abrupta da aeronave, que estava a poucos metros acima do solo. “Ai, ai, ai, ai meu Deus. Ai, caiu, caiu. Caiu o avião, caiu o avião”, gritou Pimenta, refletindo a tensão do momento, que foi amplamente compartilhada nas redes sociais.

Após a tragédia, o Sistema de Emergência foi acionado e equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros se deslocaram rapidamente para o local para prestar socorro aos feridos e investigar as causas da queda.

Qual é a origem do monomotor envolvido no acidente em Belo Horizonte?

O monomotor envolvido no acidente é um modelo EMB-721C, frequentemente chamado de “sertanejo”, fabricado em 1979. Esse tipo de aeronave é projetado para transportar até cinco passageiros além do piloto. De acordo com a Anac, muitos desses monomotores ainda estão em operação, sendo utilizados para viagens curtas e voos panorâmicos. A capacidade de carga e a simplicidade operacional fazem desses aviões uma opção popular entre pequenos operadores e aviadores.

O voo teve como destino o aeroporto Campo de Marte, em São Paulo. Segundo declarações feitas à torre de controle, o piloto, Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, enfrentou dificuldades imediatas na decolagem, tendo declarado emergência pouco após o início do voo. Apesar de suas tentativas, a aeronave não conseguiu ganhar altitude e colidiu com a fachada de um prédio na Rua Ilacir Pereira Lima, no bairro Silveira, atingindo um ponto crítico da edificação.

Além de Pereira, outras quatro pessoas estavam a bordo, incluindo o copiloto, Fernando Souto Moreira, de 36 anos, que também faleceu na hora; e o empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, que sucumbiu a ferimentos no Hospital João XXIII. Outras duas vítimas, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos, permanecem internadas sob cuidados médicos.

Como a comunidade de Belo Horizonte reagiu ao acidente?

A tragédia abalou a comunidade local, que se uniu em solidariedade às famílias das vítimas. “É um acontecimento terrível para todos nós. Nunca vimos algo assim por aqui”, comentou um morador da região. A opinião pública foi intensamente mobilizada, e muitos expressaram suas condolências nas redes sociais. Moradores do prédio atingido, por sua vez, receberam apoio psicológico e foram realocados temporariamente, enquanto as investigações estavam em andamento.

As autoridades locais também se manifestaram, enviando suas condolências às famílias afetadas e prometendo total transparência nas investigações. O caso reacendeu um debate sobre segurança na aviação regional, especialmente no que diz respeito ao uso de monomotores mais antigos, que podem apresentar uma série de desafios em relação à manutenção e operação.

Quais são as circunstâncias que envolvem a queda do monomotor em Belo Horizonte?

Durante a operação de voo, a equipe do Globocop seguiu o monomotor em decolagem, notando imediatamente que o avião estava enfrentando problemas. “Nosso piloto percebeu que esse avião estava com algum problema na decolagem”, relatou o repórter. O vídeo gravado mostra claramente a aeronave lutando para ganhar altitude, o que culminou em uma descida abrupta de apenas alguns minutos após a decolagem.

Informações disponíveis indicam que somente três minutos após decolar, às 12h19, o monomotor colidiu com o prédio, causando danos significativos à estrutura, mas evitando atingir os apartamentos internos. A direção do prédio e a equipe de emergência conduziram evacuações imediatas e inspeções para garantir a segurança dos residentes.

O que as autoridades estão fazendo após o acidente em Belo Horizonte?

A Força Aérea Brasileira (FAB) mobilizou investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) para analisar a cena do acidente e determinar as causas exatas da queda. Enquanto isso, a Polícia Civil de Minas Gerais iniciou sua própria investigação, reunindo informações da torre de controle e de testemunhas que estavam no local no momento da tragédia.

As famílias das vítimas já foram visitadas por representantes da polícia e pela prefeitura, que se comprometeram a fornecer assistência durante esse difícil período. As investigações são vistas como essenciais para garantir que medidas adequadas sejam tomadas para prevenir eventos semelhantes no futuro, principalmente com relação às normas de segurança na aviação regional.

Quais são os próximos passos para as vítimas e suas famílias em Belo Horizonte?

Conforme as investigações prosseguem, espera-se que mais informações sejam divulgadas nas próximas semanas. Especialistas em aviação estão alertando sobre a importância de um rigoroso controle de manutenção em monomotores frequentemente utilizados, para garantir a segurança dos passageiros e a eficácia das decolagens. Muitas famílias afetadas pelo acidente aguardam respostas sobre as circunstâncias exatas que levaram ao desastroso evento.

As taxas de acidentes aéreos têm diminuído ao longo dos anos, mas eventos como este ressaltam a necessidade de continuar monitorando a segurança da aviação, especialmente com aeronaves mais antigas que ainda estão em operação. A sociedade civil também deve se mobilizar para exigir mais fiscalização e regulamentação no setor, lembrando daqueles que perderam a vida ou se feriram nesse trágico episódio em Belo Horizonte.