Imagens enviadas à reportagem do Diário do Estado mostram a destruição causada pela ventania e pela chuva intensa. Na Rua Vereador Sócrates Alves Pereira, uma casa ficou parcialmente sem telhado, com os cômodos inundados. Segundo Ariana Silva, vice-presidente da Associação de Moradores do Carlos Prates, a situação é alarmante, embora não haja feridos.
No bairro Santa Tereza, na comunidade Vila Dias, um telhado metálico desabou sobre três casas. O Corpo de Bombeiros confirmou que, apesar dos danos materiais, não há registros de vítimas fatais ou feridos.
A chuva que varreu a cidade durante duas horas trouxe volumes de água muito acima da média esperada para o mês de agosto. No Hipercentro, o acumulado foi de 21 mm — quase o dobro do que costuma ser registrado mensalmente — e na Regional Oeste, o total chegou a impressionantes 54 mm, superando em mais de cinco vezes a média climatológica de 10,6 mm.
O mapa de monitoramento da Defesa Civil indicou que as regiões mais afetadas foram a Noroeste e a Oeste, com chuvas classificadas como ‘extremamente forte’ e ‘moderada’. Um alerta sobre a possibilidade de novas pancadas de chuva, acompanhadas de raios e ventos de até 40 km/h, permanece em vigor até às 8h desta segunda-feira (31).
De acordo com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), aproximadamente 5 mil pessoas ficaram sem energia elétrica em decorrência dos danos à fiação. A companhia informou que, desde o início das chuvas, 21 equipes estão em ação com equipamentos apropriados, como motosserras e guindastes. A expectativa é que a maioria dos clientes tenha o serviço restabelecido até o final do dia, embora o atendimento possa se estender, se necessário, pela madrugada.
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