BELO HORIZONTE (MG) — Funcionários da Cetus Construtora realizaram um protesto em frente ao Hospital João XXIII, na capital mineira, nesta terça-feira (15). Eles exigem o pagamento de salários e benefícios trabalhistas, que, de acordo com os trabalhadores, estão atrasados ou sendo pagos parcialmente.
De acordo com Dercino Daniel, um dos líderes do movimento, os problemas financeiros enfrentados pelos funcionários se agravaram nas últimas semanas. “Já tem uns seis meses que eles estão empurrando nós. Dessa vez atrasou mais. Nós já estamos com três semanas praticamente sem receber os benefícios, nenhum pagamento. Alguns aqui estão sem receber, outros vêm tudo faltando”, afirmou.
Os trabalhadores estão reivindicando principalmente o pagamento atrasado de salários, vale-alimentação e vale-refeição. A paralisação, que começou há cerca de uma semana, tem visto os funcionários registrarem o ponto no início do expediente e deixarem o trabalho ao meio-dia desde a última sexta-feira (11).
Um documento da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) confirma que a Cetus é uma das empresas contratadas para prestação de serviços de engenharia para a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), incluindo manutenção de prédios e reparos. A empresa é responsável pelos lotes Sul, Central e Jequitinhonha e Mucuri, com o lote Central abrangendo a região de Belo Horizonte.
A Cetus Construtora reconheceu as dificuldades financeiras que têm impactado o fluxo de caixa e o cumprimento de obrigações trabalhistas. A empresa mencionou que a regularização dos pagamentos é uma prioridade e que está em diálogo com a Fhemig para encontrar soluções que garantam a continuidade dos serviços.
Por outro lado, a Fhemig informou que está em dia com os repasses financeiros e que realiza fiscalização constante do contrato com a Cetus. A fundação ressaltou que a responsabilidade pelo pagamento de salários e benefícios é da empresa contratada e que já está alinhada com a construtora para adotar as medidas previstas no contrato.
Os funcionários continuam mobilizados e aguardam uma resposta efetiva para resolver suas pendências financeiras.



