Boate Kiss: assistente de banda condenado por incêndio que matou 242 pessoas vai para regime aberto com tornozeleira
A defesa de Luciano Bonilha afirmou que ele cumpriu a pena estabelecida pelo Judiciário. Segundo os advogados, o desejo dele é trabalhar e viver em paz ao lado da família.
Réu Luciano Bonilha Leão se emociona durante júri — Foto: Juliano Verardi/Imprensa TJ-RS
O ajudante da Banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão, um dos condenados no caso da Boate Kiss, recebeu autorização da Justiça para cumprir o restante da pena em regime aberto. Ele deixou o Presídio Estadual de São Vicente do Sul, na Região Central do RS, na manhã desta sexta-feira (31).
Com a decisão, Bonilha não precisa mais dormir na unidade prisional e será monitorado por tornozeleira eletrônica. A progressão foi concedida após ele cumprir 28% da pena, que foi recalculada em agosto de 2025 para 11 anos de prisão.
Ele estava em regime semiaberto desde setembro de 2025 e, em janeiro deste ano, passou a atender aos requisitos necessários para a progressão de pena.
Bonilha é o terceiro dos quatro condenados a obter o benefício. Em dezembro de 2025, Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, e Marcelo de Jesus dos Santos também tiveram a progressão para o regime aberto. Mauro Hoffmann é o único que ainda aguarda o cumprimento dos requisitos para a mudança de regime.
A defesa de Luciano Bonilha afirmou que ele cumpriu a pena estabelecida pelo Judiciário. Segundo os advogados, o desejo dele é trabalhar e viver em paz ao lado da família.
Os condenados tiveram as penas reduzidas em julgamento que ocorreu no dia 26 de agosto, o que permitiu aos quatro progredir para o regime semiaberto em razão de parte da pena já cumprida.
O Ministério Público (MP) ingressou na Justiça com um recurso pedindo a modificação da decisão que reduziu as penas. Conforme o MP, o objetivo é restabelecer as condenações aplicadas pelo Tribunal do Júri em dezembro de 2021.
Kiko Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão durante o júri da Boate Kiss — Foto: TJ-RS
No julgamento, a 1ª Câmara Especial Criminal do Tribunal de Justiça do RS manteve a validade do júri e decidiu, por unanimidade, reduzir as penas dos réus condenados. Foram mantidas as prisões de Elissandro Spohr, Mauro Hoffmann, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Bonilha Leão.
A relatora do caso, desembargadora Rosane Wanner da Silva Bordasch, rejeitou a tese das defesas dos condenados de que a decisão dos jurados foi contrária às provas apresentadas no processo.




