Bolo de 55 metros será distribuído na festa de aniversário do Padre Cícero
Há 182 anos, nascia Cícero Romão Batista — nome que daria rosto e significado à devoção, fé e economia da região do Cariri, no sul do Ceará. A atuação do sacerdote transformou uma pequena vila com 32 casas em uma das principais cidades do estado, e um dos principais destinos do turismo religioso no Brasil.
Padre Cícero Romão Batista nasceu em 24 de março de 1844 no município do Crato, também no Cariri. Hoje, ele é símbolo da fé estampado em camisas, acessórios e até em uma estátua de 27 metros na Colina do Horto, em Juazeiro do Norte. Atualmente, é impossível falar de fé e religião no Ceará sem pensar em Padre Cícero.
O sacerdote estudou em Cajazeiras, no sertão da Paraíba e, depois, retornou ao Ceará. Ele passou por uma formação filosófica e teológica em Fortaleza. O “Padim” se ordenou em 1870 e, dois anos depois, se firmou em Juazeiro.
DIVERGÊNCIA COM O VATICANO
“Padre Cícero Romão pensava em ser professor em outros países, mas num questionamento feito pelo padrinho de não deixar a sua família, sua irmã, sua mãe, ele decide permanecer e na permanência decide vir a Vila Tabuleiro Grande Juazeiro do Norte e a partir daí desenvolve seu trabalho pastoral”, explicou Padre Cícero José da Silva, reitor da Basílica Nossa Senhora das Dores.
Em 1894, Padre Cícero foi suspenso da ordem sacerdotal. Mesmo assim, seguiu como líder do povo e, em 1911, se tornou o primeiro prefeito de Juazeiro. Ele morreu em 1934. No entanto, sua presença não perdeu importância após sua morte. Na verdade, o contrário aconteceu.
DEVOÇÃO
“Eu quebrei os dois joelhos e ‘tô’ andando pra todo canto. Minha valência é o Padre Cícero, em tudo na minha vida”, declarou a aposentada Maria Joana da Silva Santos.
Com a “burocracia” do processo tocado pelo Vaticano, os altares das igrejas católicas ainda não podem trazer a imagem de Padre Cícero. A regra, no entanto, não limita nem impede a devoção ao sacerdote.



