Bolsonaro alega que Mauro Cid sofreu tortura psicológica durante delação

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Bolsonaro afirma que Mauro Cid sofreu tortura psicológica durante delação. Descubra como ele critica as investigações e faz comparações com a Lava Jato.

Declarações de Bolsonaro sobre Mauro Cid

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou recentemente que o tenente Mauro Cid, seu ex-ajudante de ordens, sofreu “tortura psicológica” durante sua delação. Essa declaração foi feita em entrevista ao jornalista Léo Dias, onde Bolsonaro argumentou que os depoimentos de Cid foram obtidos sob forte pressão. Ele comparou a situação com a Operação Lava Jato, que teve sentenças anuladas devido a supostas irregularidades processuais.

Acesso aos Vídeos e Pressão sobre Cid

Bolsonaro destacou que teve acesso a vídeos completos dos depoimentos de Cid, após um pedido de seus advogados, e que esses vídeos mostram a pressão exercida sobre o ex-ajudante. “Os meus advogados pediram e, 11 meses depois, tive acesso a todos os vídeos, do começo ao fim, sem cortes. O que foi divulgado são só pedacinhos […]. E ele falava: ‘Olha, tem um pai, uma esposa e uma filha’. Isso é tortura. Tortura psicológica”, afirmou.

A Nulidade do Caso

O ex-presidente reforçou que Cid “foi obrigado a falar” e que seu caso tem “dez vezes mais nulidades” do que as da Lava Jato. No entanto, Bolsonaro negou estar defendendo o ex-ajudante de ordens: “Não vou atacar o Cid. O que quero questionar é a forma como tudo foi feito.”

Os Acontecimentos Antes da Viagem para os EUA

A última vez que Bolsonaro falou com Mauro Cid foi em 30 de dezembro de 2022, antes de viajar para os Estados Unidos. Ele destacou que a decisão de deixar o país não foi motivada por um “pressentimento” de que algo aconteceria, mas sim porque os acampamentos de apoiadores estavam se dissolvendo naturalmente antes dos atos de 8 de janeiro.

Posicionamento sobre os Acampamentos

Questionado sobre a falta de um posicionamento mais incisivo pedindo que seus apoiadores deixassem os acampamentos e retomassem suas vidas, Bolsonaro afirmou que a retirada estava acontecendo de forma natural. “90% foi embora. O que ficou foi um pequeno grupo. Tem gente que foi convocada e tomou outra decisão”, completou.

Denúncia no Supremo Tribunal Federal

A denúncia contra o ex-presidente está em análise pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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