Bolsonaro completa 71 anos internado enquanto cumpre prisão

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) completa 71 anos neste sábado (21) internado no Hospital DF Star, em Brasília, onde permanece sob custódia policial. Preso desde novembro do ano passado, ele foi transferido para a unidade após apresentar um quadro de pneumonia bacteriana decorrente de broncoaspiração.

Bolsonaro está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e segue sendo acompanhado por equipes médicas. De acordo com o boletim mais recente, divulgado na sexta-feira (20), o ex-presidente apresenta boa evolução clínica, mantém suporte intensivo, mas ainda não há previsão de alta. A internação ocorre paralelamente ao cumprimento da pena.

Familiares têm realizado visitas diárias ao ex-presidente no hospital, enquanto a defesa acompanha a evolução do quadro e solicita a conversão da prisão em regime domiciliar.

Segundo relatório da Polícia Federal divulgado na sexta-feira, Bolsonaro tem recebido visitas frequentes da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do filho Carlos Bolsonaro. Outros filhos — Flávio, Laura e Renan — também comparecem com regularidade, embora não diariamente.

Na última quarta-feira (18), o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, afirmou que os exames indicam um “resultado parcial bom” e que a tendência é de melhora.

Bolsonaro deu entrada no hospital após apresentar febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Na sexta-feira (20), ele completou sete dias internado na UTI.

Além do aniversário, Bolsonaro já passou outras datas importantes no hospital desde que foi preso por tentativa de golpe de Estado.

Na véspera de Natal do ano passado, o ex-presidente foi transferido da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, para o Hospital DF Star, sob escolta. Na ocasião, realizou exames pré-operatórios para uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral — condição em que parte de um órgão ou tecido do abdômen se projeta por uma área enfraquecida na parede muscular da virilha.

O procedimento foi realizado em 25 de dezembro e, segundo Michelle Bolsonaro, ocorreu sem intercorrências.

Durante a internação, o ex-presidente passou por quatro procedimentos em sete dias, nem todos relacionados à hérnia. Entre eles, um bloqueio anestésico do nervo frênico, realizado para conter crises persistentes de soluço. Mesmo após a intervenção, os sintomas continuaram, o que levou à necessidade de reforço do procedimento.

Bolsonaro também foi submetido a uma endoscopia digestiva alta, que confirmou a persistência de esofagite e gastrite, além de apresentar episódios de elevação da pressão arterial.

À época, o ex-presidente também solicitou a prescrição de antidepressivos.

Após cerca de dez dias internado, Bolsonaro recebeu alta hospitalar e foi transferido de volta à Superintendência da Polícia Federal em 1º de janeiro, após o período de feriados.